A Nintendo revelou, nesta segunda-feira (2), o estúdio responsável pelo remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2. A confirmação veio por meio da entrevista Ask the Developer Vol. 24, publicada no site oficial da empresa. O jogo chega em 5 de novembro, em menos de 48 horas, e ainda há tempo para os fãs revisitarem outros títulos da franquia antes do lançamento.
EPD Production Group No. 3 assume desenvolvimento
A produção do remake está nas mãos da Nintendo EPD Production Group No. 3, mesma divisão responsável por Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. A informação encerra meses de especulações que apontavam Monolith Soft ou Grezzo como possíveis estúdios por trás do projeto. A Big N desmentiu esses rumores de forma oficial. A escolha da equipe interna reforça o peso do remake dentro do catálogo do Switch 2.
Com essa definição, a Nintendo mantém o controle criativo total sobre um de seus títulos mais icônicos. A EPD Production Group No. 3 já demonstrou capacidade de reinventar a série Zelda em escala massiva. Agora, o desafio é equilibrar nostalgia e modernidade em um clássico de 1998. A transição para o novo hardware também exige atenção técnica.
HokWai Ng estreia na direção de um Zelda
A direção do novo Ocarina of Time ficará a cargo de HokWai Ng, que pela primeira vez lidera um projeto na Nintendo. Ng está na companhia há 20 anos e contribuiu com o game design de Tears of the Kingdom. Sua experiência anterior inclui participação em títulos de grande escala, mas agora assume a responsabilidade de comandar uma equipe inteira. A escolha de um nome interno sinaliza confiança da empresa em seus talentos veteranos.
Ng terá a missão de honrar o legado do original sem se prender a ele. A Nintendo deu liberdade para que os desenvolvedores alterassem o que julgassem necessário. No entanto, segundo o produtor Eiji Aonuma, muito pouco foi modificado no jogo. Essa fidelidade surpreendeu até mesmo os veteranos da franquia.
Treinar novos talentos e celebrar 40 anos
Segundo Aonuma, a decisão de refazer o clássico do Nintendo 64 teve como objetivo treinar e integrar os desenvolvedores mais novos da Nintendo na franquia. Muitos colaboradores que trabalham com o produtor “só tiveram a experiência de desenvolver os títulos mais recentes”. O remake também celebra o aniversário de 40 anos de The Legend of Zelda. Assim, o projeto funciona como uma ponte entre gerações dentro da empresa.
O veterano avaliou que colocar os talentos mais jovens para trabalhar em Ocarina of Time Remake deixaria essa nova geração em contato direto com a estrutura e o desenvolvimento do clássico de 1998. Aonuma deu total liberdade para que os devs alterassem o que achassem necessário no jogo original. Para sua surpresa, as mudanças foram mínimas. Isso demonstra o respeito da equipe pelo material de origem.
O que esperar do remake no Switch 2
O remake de Ocarina of Time chega com a promessa de atualizar visuais e desempenho para o novo console. A Nintendo ainda não detalhou todas as melhorias técnicas, mas a expectativa é de gráficos em alta definição e tempos de carregamento reduzidos. O jogo mantém a estrutura clássica de dungeons e exploração que definiu a série. Os fãs poderão revisitar Hyrule com uma roupagem moderna.
Enquanto o lançamento não acontece, o Canaltech separou 10 jogos de The Legend of Zelda para curtir antes do remake de Ocarina of Time. A lista inclui títulos de diferentes gerações, do NES ao Switch. É uma forma de aquecer para a aventura que está por vir. O retorno ao clássico promete agradar tanto veteranos quanto novatos.
Fonte
- canaltech.com.br
- NotebookCheck (www.notebookcheck.net)
