Desenrola 2 alivia, mas endividamento estrutural persiste
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O governo federal lança o Desenrola 2, novo programa de renegociação de dívidas, como tentativa de conter o avanço da inadimplência no país. No entanto, economistas apontam que, sem mudanças estruturais na economia, o alívio será temporário. Dados do início de 2023 já mostravam um cenário preocupante: 82,8 milhões de brasileiros estavam negativados, com dívidas totalizando R$ 557 bilhões.

Desenrola 1: alívio temporário

A primeira edição do programa, o Desenrola 1, resultou em R$ 53 bilhões em refinanciamentos. Contudo, também gerou nova inadimplência, indicando que a renegociação por si só não resolve o problema de fundo. A fonte não detalhou o percentual de reincidência, mas o dado sugere que muitos consumidores voltaram a se endividar após o acordo.

Raízes do endividamento estrutural

A concentração bancária e a má distribuição de renda agravam a situação, segundo especialistas. A taxa Selic elevada, atualmente abaixo de 15%, não inibe a demanda por crédito, o que mostra que o problema não é apenas de juros. Economistas preveem que, sem mudanças estruturais na política fiscal, o endividamento persistirá, exigindo mais programas como o Desenrola.

Dívidas por segmento

Por segmento, a dívida mais expressiva é a de cartão de crédito, que representa 27,3% do total. Contas básicas como água, luz e gás correspondem a 21% das dívidas. Débitos com financeiras somam 20,2%, enquanto dívidas em serviços em geral representam 11,5% do total. Esses números mostram que o endividamento atinge itens essenciais e crédito de curto prazo.

Contexto pós-pandemia

Os canais de crédito foram recuperados naquele momento, pós-pandemia, em que o endividamento refletia perda de emprego e renda. Como 60% do PIB vem do consumo das famílias, o governo precisava equacionar o endividamento para evitar que a economia perdesse mais tração. A recuperação do crédito foi vista como necessária, mas não suficiente.

Desafio fiscal e juros altos

Mais uma dificuldade estrutural é o gasto público que mantém o juro pressionado. A política fiscal expansionista, ao aumentar a dívida pública, força o Banco Central a elevar a Selic para conter a inflação, o que encarece o crédito e dificulta a saída do endividamento. Sem um ajuste fiscal consistente, o ciclo de inadimplência tende a se repetir, exigindo novos programas de renegociação.

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