Braskem novo conselho: CEO da Petrobras presidirá board
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A Petrobras deu mais um passo para consolidar sua posição como co-controladora da Braskem ao lado da gestora IG4. A IG4 vai assumir o lugar da Novonor (ex-Odebrecht) no comando da maior petroquímica do Brasil. A finalização do processo de troca de controle está prevista para ocorrer apenas em meados de maio.

CEO da Petrobras presidirá conselho

Na nova configuração, o CEO da Petrobras vai presidir o conselho de administração da Braskem. A indicação do novo CEO, Helcio Tokeshi, sócio da IG4, e de Carlos Brandão como CFO ficaram para depois do fechamento do negócio entre a gestora e a Novonor. Inicialmente, a expectativa era que IG4 e Petrobras indicassem nomes para um novo conselho e nova diretoria já nesta semana, mas o cronograma foi ajustado.

Hélio Novaes, sócio da IG4 e ex-executivo da Alvarez & Marsal, já foi indicado para ocupar uma das cadeiras no conselho de administração da Braskem. A expectativa é que Novaes se torne vice-presidente do board após a troca de controle. A assembleia desta quarta-feira incluía a análise do desempenho da gestão atual.

IG4 negocia com credores

A IG4 já iniciou formalmente uma rodada de conversas com os credores da Braskem. A Braskem encerrou 2025 com US$ 9,4 bilhões (cerca de R$ 47 bilhões) em dívida bruta. A gestora busca um standstill, acordo que suspenderia temporariamente o pagamento das dívidas e abriria caminho para uma recuperação extrajudicial. As conversas com os credores, por ora, ainda são tensas.

Parte dos credores entrou nas negociações esperando que a Petrobras sinalizasse com um aporte de capital na companhia. Um ‘bail out’ da estatal não está nos planos. O consenso na Braskem é que a recuperação extrajudicial é o caminho preferencial. A recuperação judicial permanece como última alternativa.

Petrobras resiste à venda de ativos

Em agosto, Braskem e Unipar confirmaram conversas sobre a venda de ativos nos Estados Unidos, com a assinatura de um acordo de confidencialidade entre as partes. Magda Chambriard chamou publicamente a negociação de ‘surpresa ruim’, disse ter ficado sabendo pelo ‘burburinho do mercado’ e notificou a Braskem. O negócio entre Braskem e Unipar não avançou. A estatal resiste à venda de ativos, o que gera tensão com a IG4 e os credores.

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