IA é prioridade, mas governança ainda engatinha

Mais de 80% das empresas consideram a inteligência artificial importante para suas organizações, segundo levantamento recente. No entanto, muitas ainda estão estruturando as bases necessárias para ampliar o impacto estratégico da tecnologia. O dado revela um descompasso entre a intenção e a prática: enquanto a IA ganha destaque nos discursos corporativos, a governança e a liderança especializada seguem como pontos frágeis.

Um dos indicadores mais expressivos dessa lacuna é que 80% das organizações não realizam análises recorrentes de maturidade em IA. Sem esse diagnóstico, fica difícil identificar gargalos e planejar avanços. Além disso, 74% não possuem práticas estruturadas de gestão de riscos, o que pode expor as empresas a vulnerabilidades éticas, legais e operacionais.

Falta de métricas e técnicas avançadas

Outro desafio relevante é a ausência de métricas formais para avaliar resultados. O levantamento aponta que 23,2% das empresas não definiram indicadores para medir o desempenho de suas iniciativas de IA. Sem parâmetros objetivos, fica difícil comprovar o retorno sobre o investimento e justificar novos aportes.

Paralelamente, 66,7% não utilizam técnicas avançadas de machine learning ou deep learning. Isso sugere que muitas organizações ainda operam com soluções mais simples, longe do potencial máximo da tecnologia. A adoção de métodos mais sofisticados poderia ampliar a capacidade analítica e a geração de valor, mas a falta de conhecimento ou infraestrutura parece frear esse movimento.

Base tecnológica avança, mas uso é limitado

Em contrapartida, a base tecnológica é tratada como prioridade por 70% das empresas. Metade delas já adotou arquiteturas como datalakes, que permitem armazenar grandes volumes de dados de forma centralizada. No entanto, apenas 10% utilizam essa infraestrutura como base para análise avançada e inteligência artificial. Isso indica que, mesmo com investimentos em tecnologia, a maioria não consegue extrair todo o potencial analítico disponível.

O cenário reforça a necessidade de alinhar a infraestrutura com capacidades analíticas e de governança. Sem essa conexão, os datalakes correm o risco de se tornarem repositórios subutilizados, em vez de motores para inovação.

Liderança especializada e governança como próximos passos

Os números deixam claro que, apesar da priorização da IA, as empresas ainda precisam avançar em governança e liderança especializada. A ausência de avaliações de maturidade, gestão de riscos e métricas formais são barreiras concretas para que a tecnologia gere impacto estratégico de fato. A fonte não detalhou prazos ou soluções específicas, mas os dados sugerem que o caminho envolve não apenas investir em tecnologia, mas também em processos e pessoas.

O post Empresas priorizam IA, mas ainda enfrentam desafios para estruturar governança e liderança especializada aparece primeiro em Startupi, escrito por Marystela Barbosa. A reportagem compila informações que servem como alerta para gestores que desejam transformar a inteligência artificial em vantagem competitiva sustentável.

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