A operação brasileira da Zoho, multinacional de tecnologia para empresas, registrou crescimento superior a 30% e alcançou a terceira posição entre os mercados da companhia em receita. O avanço, ocorrido nos últimos cinco anos, colocou o Brasil atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos. Agora, a subsidiária local mira ultrapassar os norte-americanos, segundo Rodrigo Vaca, CEO da Zoho no país.
Em entrevista ao Startups, o executivo afirmou que vê espaço para o Brasil superar os Estados Unidos. A evolução recente reflete a crescente relevância do mercado brasileiro para a estratégia global da empresa. A fonte não detalhou o período exato do crescimento, mas destacou a consistência do desempenho.
Brasil salta para terceiro lugar
Há cinco anos, o Brasil ocupava a 15ª posição entre os mercados da Zoho. Desde então, o país escalou posições até se tornar o terceiro em crescimento de receita. O desempenho é liderado pela Índia e pelos Estados Unidos, mas a distância para o segundo colocado vem diminuindo.
Rodrigo Vaca ressaltou que a operação brasileira quer avançar mais uma casa. A meta é ambiciosa, mas o executivo demonstra confiança na capacidade de expansão. A fonte não detalhou prazos ou metas numéricas para essa ultrapassagem.
Foco em setores estratégicos
A estratégia da Zoho para crescer no Brasil passa por ampliar a presença em setores específicos. A companhia desenvolve soluções voltadas a necessidades de áreas como saúde, educação e serviços financeiros. Além disso, pretende avançar no setor público, um segmento com potencial significativo.
Essa abordagem setorial busca atender demandas locais com produtos adaptados. A empresa aposta na especialização para conquistar novos clientes e fortalecer sua base. A fonte não detalhou quais soluções específicas serão priorizadas em cada setor.
Rede de parceiros impulsiona vendas
No Brasil, a Zoho conta com uma equipe de 135 a 140 funcionários e uma rede de mais de 100 parceiros. Aproximadamente metade das vendas é realizada por meio desses canais, que devem continuar sendo uma peça importante da estratégia de expansão.
Os parceiros atuam como multiplicadores da oferta da companhia, especialmente em nichos de mercado. A empresa planeja fortalecer essas relações para sustentar o crescimento. A fonte não detalhou planos de expansão da rede de parceiros.
Aquisições fora dos planos imediatos
Apesar da expansão, a Zoho não pretende acelerar o crescimento brasileiro por meio de aquisições. A companhia diz receber propostas regularmente, mas o M&A não está nos planos imediatos da operação no país. A lógica da empresa é diferente da de companhias que usam aquisições para ganhar rapidamente clientes ou participação de mercado.
Segundo o executivo, uma potencial compra precisa fazer sentido dentro do ecossistema da Zoho. “Para nós não é apenas comprar uma empresa para dizer que adicionamos 10 mil clientes, porque isso fazemos sozinhos, mas como melhoramos a experiência para o cliente e como se integra tudo com a nossa plataforma”, diz.
Essa postura reflete a prioridade em crescimento orgânico e integração de soluções. A empresa prefere desenvolver internamente suas capacidades a adquirir concorrentes ou complementos. A fonte não detalhou se há avaliações em andamento para possíveis aquisições futuras.
Perspectivas para o mercado brasileiro
O avanço da Zoho no Brasil ocorre em um cenário de crescente digitalização de empresas locais. A busca por eficiência e redução de custos impulsiona a adoção de ferramentas de gestão e produtividade. A companhia se posiciona como uma alternativa competitiva no segmento de software empresarial.
Com a meta de ultrapassar os Estados Unidos, a operação brasileira intensifica esforços em setores-chave e no fortalecimento de parcerias. O desempenho recente indica que o país pode se tornar o segundo maior mercado da Zoho globalmente. A fonte não detalhou projeções de receita ou participação de mercado para os próximos anos.
Fonte
- startups.com.br
- Zoho (www.zoho.com)
- Política de Privacidade (policies.google.com)
- Termos de Serviço (policies.google.com)