Uma delegação brasileira desembarcou em Paris em junho de 2026 para participar da VivaTech, uma das maiores feiras de inovação do mundo. Organizada pelo Maravalley, a missão incluiu side events com executivos, investidores e representantes do ecossistema europeu. O objetivo foi avaliar o terreno para startups e empresas do Brasil no continente.

Cinco eixos orientam a presença

As empresas brasileiras na missão foram guiadas por cinco objetivos corporativos: inovação aberta, investimento e aquisição, co-criação, geração de clientes e monitoramento de tendências. Esses eixos organizam a atuação das companhias no exterior. Sanofi, TotalEnergies, Thales, Microsoft e Meta são exemplos de empresas ancoradas em cada um desses pilares. A estruturação em cinco frentes permite que as companhias atuem de forma focada. Cada eixo atende a uma necessidade estratégica diferente. A fonte não detalhou como cada empresa se encaixa exatamente.

França captou € 7,9 bilhões em 2025

O ecossistema francês de startups atingiu € 7,9 bilhões em captações em 2025 como um todo. O valor representa alta de 55% em relação a 2024. Os números reforçam o dinamismo do mercado local. O crescimento expressivo nas captações sinaliza um ambiente fértil para novos negócios. A delegação brasileira observou esse movimento de perto. A fonte não especificou o período exato da medição.

Visita a Lille e ao EuraTechnologies

Além de Paris, a missão foi a Lille para conhecer o EuraTechnologies. O Financial Times classificou em 2024 o hub como o número 1 da França. O modelo do EuraTechnologies é diferente do Station F, sendo mais territorial e mais enraizado em parcerias públicas. No campus principal do EuraTechnologies, convivem IBM, Capgemini, Microsoft, SNCF, Vinci e Engie com laboratórios de P&D do INRIA e CEA Tech. As startups aceleradas no hub já captaram mais de € 500 milhões. A visita permitiu à delegação entender um modelo de inovação distinto do parisiense.

Janela aberta para brasileiros

A missão à França em junho de 2026 foi de leitura de mercado. “O que vimos em Paris e em Lille confirma uma percepção que vínhamos desenvolvendo”, afirmou a organização. Há espaço real para startups e empresas brasileiras no ecossistema europeu, e a janela está aberta. A percepção é de que o momento é oportuno para a entrada de players brasileiros. A fonte não detalhou quais setores seriam mais promissores. A delegação concluiu que o Brasil deve estar presente nesses ecossistemas.

Próximo passo: VivaTech 2027

Para o Maravalley, a pergunta que fica não é se o Brasil deve estar nesses ecossistemas, mas como estruturar essa presença de forma que gere resultado concreto. A organização está avaliando os formatos certos para levar uma delegação brasileira à VivaTech 2027. O Brasil estará na VivaTech 2027, e o Maravalley vai ajudar a traçar o caminho para essa presença. A missão de 2026 serviu como base para o planejamento da próxima edição. A fonte não informou quantas empresas participarão em 2027. O foco agora é desenhar uma estratégia que converta a oportunidade em negócios reais.

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