SLC Agrícola: Bank of America eleva preço-alvo para R$ 14,50
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O Bank of America revisou o preço-alvo das ações da SLC Agrícola (SLCE3) de R$ 13,50 para R$ 14,50, após a empresa renegociar os termos da aquisição de terras em Mato Grosso. A nova estrutura reduz a pressão sobre o caixa, mas não foi suficiente para alterar a recomendação underperform (venda) do banco, que segue cauteloso com o valuation e o cenário de commodities.

Revisão dos termos da aquisição

Na quinta-feira (9), a SLC anunciou a revisão da operação divulgada no fim de junho. Em vez de adquirir os 41,2 mil hectares previstos inicialmente por R$ 1,85 bilhão, a companhia passará a comprar 8,9 mil hectares por R$ 669,1 milhões, incluindo a infraestrutura instalada na propriedade, como silos e uma unidade de beneficiamento de algodão. A redução do desembolso melhora o impacto da operação sobre o caixa, mas a aquisição continua sendo considerada cara e o cenário para a empresa permanece desafiador, segundo o relatório do banco.

Impacto no caixa e valuation

Para o Bank of America, a nova estrutura reduz a pressão sobre o caixa da empresa, mas implica um valor de aproximadamente R$ 72 mil por hectare agricultável, cerca de 11,8% superior ao valuation implícito da proposta original. Os analistas elevaram o preço-alvo de R$ 13,50 para R$ 14,50, ao mesmo tempo em que mantiveram a recomendação underperform (venda). A revisão dos termos levou o banco a elevar o preço-alvo, mas não foi suficiente para mudar a visão cautelosa sobre a companhia.

Dependência de áreas arrendadas

Outro ponto de atenção é que a SLC continuará dependente de áreas arrendadas. Dos 17,6 mil hectares que operava nas terras colocadas à venda pela Radar, apenas 8,9 mil hectares passarão a ser próprios. Os 8,7 mil hectares restantes continuarão sob arrendamento, sendo que parte das áreas foi adquirida pelo Grupo Bom Futuro e outra parte pelo Grupo Santa Maria. Na avaliação do banco, a companhia poderá perder, no médio prazo, as áreas atualmente arrendadas que passaram para o Bom Futuro ou terá de adquirir novas propriedades ou firmar novos contratos de arrendamento para manter sua área cultivada.

Cenário de commodities pressionado

Além disso, o Bank of America segue vendo um cenário desfavorável para os preços das commodities agrícolas e um fluxo de caixa pressionado, fatores que, na visão dos analistas, limitam o potencial de valorização das ações, mesmo após a revisão dos termos da aquisição. A recomendação underperform reflete essa visão cautelosa, indicando que o papel deve ter desempenho inferior ao mercado.

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