A inteligência artificial (IA) tem sido apontada como uma das principais apostas para transformar a saúde no Brasil, mas sua efetividade depende de um fator essencial: os dados. É o que afirma Rogério Pires, executivo da TOTVS, que destacou a necessidade de uma IA que traga resultados concretos para as instituições do setor. A declaração foi feita em um contexto de crescente investimento em tecnologia na área da saúde, onde a empresa se posiciona como detentora do maior portfólio de soluções do país.
Segundo Pires, a companhia atende diferentes segmentos, como hospitais, clínicas, operadoras de saúde, autogestões, medicinas de grupo e Unimeds. Essa abrangência coloca a TOTVS em uma posição estratégica para desenvolver ferramentas de IA que atendam às demandas específicas de cada nicho. A fala reforça a importância de uma base sólida de informações para que os algoritmos funcionem de maneira eficaz.
Portfólio amplo em soluções de saúde
Rogério Pires detalhou a estrutura de produtos da TOTVS para o setor. “Hoje, a TOTVS tem o maior portfólio do Brasil em soluções para a saúde, com inúmeros produtos. Temos basicamente três linhas, para hospitais e clínicas, operadoras de saúde, autogestões e medicinas de grupo e produtos para as Unimeds”, afirmou. Essa divisão permite atender desde pequenas clínicas até grandes operadoras, com necessidades distintas de gestão e tecnologia.
A diversidade de clientes também impõe desafios na implementação de IA, uma vez que cada tipo de instituição lida com volumes e formatos de dados diferentes. A empresa, no entanto, aposta em soluções modulares que podem ser adaptadas a cada realidade. A declaração de Pires evidencia o esforço da TOTVS em se manter como referência no mercado de tecnologia para saúde.
Agentes de IA para rotinas específicas
Dentro desse portfólio, a TOTVS está desenvolvendo agentes de IA voltados a rotinas específicas. “Trabalhamos com diferentes linhas de produtos para atender várias necessidades na área da saúde. Dentro desse portfólio, estamos desenvolvendo agentes de IA voltados a rotinas específicas, como faturamento, auditoria médica, agendamento e reembolso”, explicou Pires. Esses agentes têm o potencial de automatizar tarefas repetitivas e reduzir erros operacionais.
A aplicação de IA em faturamento e auditoria médica, por exemplo, pode agilizar processos que hoje demandam grande esforço humano. No agendamento, a tecnologia pode melhorar a experiência do paciente e otimizar a utilização de recursos. A fala do executivo indica um foco em soluções práticas, que gerem impacto direto no dia a dia das instituições de saúde.
Retorno do investimento em foco
Apesar do entusiasmo com a IA, Pires alertou para a necessidade de avaliar o retorno dos investimentos. “Existe muito investimento em IA, mas precisamos avaliar o retorno. Temos que pensar em uma Inteligência Artificial que efetivamente traga resultados para a instituição, caso contrário, corremos o risco de gastar recursos sem obter os benefícios esperados”, disse. A declaração ressalta a importância de uma abordagem estratégica, que não se limite à adoção de tecnologia por modismo.
O alerta do executivo reflete uma preocupação crescente no setor: a de que os gastos com IA podem não se traduzir em melhorias reais se não houver um planejamento adequado. Para a TOTVS, o foco deve estar em soluções que gerem valor mensurável, como redução de custos ou aumento de eficiência. A empresa, portanto, defende uma visão pragmática da inovação.
Dados como base para IA eficaz
A frase “Sem dados, não existe IA” sintetiza a visão da TOTVS sobre o tema. Para que os agentes de IA funcionem corretamente, é fundamental que as instituições de saúde tenham dados organizados e de qualidade. A empresa não detalhou, no entanto, como pretende auxiliar seus clientes nesse processo de estruturação de dados, mas a ênfase na importância da informação é clara.
A declaração de Pires também sugere que a TOTVS está atenta aos riscos de uma adoção precipitada de IA. Ao priorizar o retorno sobre o investimento, a empresa busca se diferenciar em um mercado onde muitas promessas tecnológicas ainda não se concretizaram. A expectativa é que os agentes de IA em desenvolvimento tragam benefícios tangíveis para o setor de saúde brasileiro.
