A XP revisou suas projeções para a economia brasileira, elevando a estimativa da Selic terminal para 14% ao final de 2026 e a inflação para 5,3%. A corretora também aponta que os estímulos fiscais e de crédito podem adicionar até 1,5 ponto percentual ao PIB em 2026, mas a dívida pública deve crescer. Outras instituições como Itaú, Banco Pine e MAG Investimentos também reduziram as apostas de cortes na Selic.
Estímulos fiscais e impacto no PIB
As medidas de estímulo fiscal e de crédito lançadas desde o quarto trimestre de 2025 somam cerca de R$ 200 bilhões, segundo a XP. Esse montante pode adicionar até 1,5 ponto percentual ao PIB em 2026. A corretora manteve a projeção de crescimento do país em 2,0% para este ano. Para 2027, a expectativa é de desaceleração, com o PIB avançando 1,2%.
Inflação e juros em 2026 e 2027
A gestora revisou a projeção de inflação de 5,3% para 5,5% em 2026. Para 2027, a estimativa subiu de 4% para 4,2%. Segundo Megale, pesaram na avaliação a maior inércia inflacionária, o mercado de trabalho aquecido e o transbordamento dos efeitos do El Niño para o próximo ano. A XP agora vê espaço para mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, indo dos atuais 14,5% para 14%, seguido de pausa. Antes, a projeção era de três cortes da mesma magnitude.
Dívida pública e câmbio
A projeção da gestora aponta que a Dívida Bruta do Governo Geral saltará para 83,3% do PIB ao final de 2026 e alcançará 88,1% em 2027. O setor público consolidado deverá registrar déficit primário de 0,5% do PIB neste ano. Megale destaca que a taxa de câmbio brasileira segue acumulando valorização próxima de 10% ao ano, devendo ficar ao redor de R$ 5, ainda que com volatilidade.
Outras instituições ajustam projeções
Itaú, Banco Pine e MAG Investimentos reduziram as apostas de cortes na taxa básica de juros. Essas instituições agora projetam a Selic entre 13,5% e 14% ao fim de 2026. No relatório Focus, a Selic terminal ainda está mantida em 13,25%. Há quatro semanas, a projeção era de 13%.
Fonte
- www.infomoney.com.br
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