Inflação da zona do euro acelera e reforça alta de juros
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A inflação da zona do euro acelerou no mês passado, segundo dados do Eurostat divulgados nesta terça-feira. O aumento dos custos de energia e serviços pressionou o índice geral, enquanto o núcleo da inflação — que exclui preços voláteis de energia e alimentos — subiu para 2,5%, ante 2,2% em abril. O resultado reforça os argumentos do Banco Central Europeu (BCE) a favor de uma alta nos juros, embora analistas esperem que o aperto seja modesto.

Aceleração puxada por energia e serviços

O Eurostat informou que a inflação cheia acelerou devido ao aumento dos custos de energia e serviços. O núcleo da inflação, por sua vez, foi impulsionado pelos serviços e por um pequeno aumento na inflação dos produtos industriais. A Europa, como importadora líquida de energia, sente os reflexos dos preços globais, e o setor industrial foi afetado pela perda do gás russo barato após a invasão da Ucrânia pela Rússia, além das tarifas mais altas dos EUA.

Esses fatores contribuem para a pressão inflacionária, que agora se reflete nos indicadores oficiais. O núcleo da inflação, considerado mais estável, subiu 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior, sinalizando que a alta de preços se espalha para além dos itens voláteis.

BCE vê justificativa para alta de juros

As autoridades do BCE já deixaram claro que a inflação mais alta justifica um aumento nos custos de empréstimos. A expectativa, no entanto, é de que qualquer aperto seja modesto, muito menos agressivo do que a série recorde de altas de juros em 2022. O crescimento subjacente mais fraco limita a capacidade das empresas de repassar os custos mais altos, o que pode moderar a necessidade de aumentos mais expressivos.

O BCE acompanha de perto os dados de inflação para calibrar sua política monetária. A decisão sobre os juros deve levar em conta tanto a aceleração atual quanto os riscos para a atividade econômica.

Perspectivas para a economia europeia

O cenário econômico na zona do euro permanece desafiador. O setor industrial europeu foi afetado pela perda do gás russo barato e pelas tarifas mais altas dos EUA, o que pressiona os custos de produção. Ao mesmo tempo, o crescimento subjacente mais fraco sugere que a demanda não está aquecida o suficiente para sustentar repasses generalizados de preços.

Assim, o BCE deve equilibrar o combate à inflação com o apoio à atividade. A fonte não detalhou as datas exatas das próximas reuniões, mas a expectativa do mercado é de que o aperto seja gradual.

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