Febraban defende PIX após críticas dos EUA e nega discriminação
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Febraban responde a críticas dos EUA sobre o PIX

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu o PIX em nota sobre as críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos, no âmbito do resultado da investigação comercial do Escritório do Representante Comercial americano (USTR). A reação ocorre após o USTR propor uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, citando o PIX como um instrumento que bloqueia a concorrência de empresas americanas.

No comunicado, a Febraban afirma que as avaliações do órgão dos EUA resultam de informações “incompletas” sobre os objetivos e funcionamento do PIX. A entidade nega as alegações de que o PIX seja discriminatório e chama atenção para o modelo aberto. “O PIX é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica”, diz a nota.

Modelo aberto e sem restrições

Segundo a Febraban, não há restrições à entrada de novos participantes, de qualquer porte ou segmento, desde que operem no mercado nacional, “já que é um sistema de pagamentos local e em reais, a moeda brasileira”. A entidade destaca que o PIX é uma infraestrutura que promove a competição, contrariando as alegações do USTR.

A Febraban diz ter “boa expectativa” de que as contribuições do BC e das instituições financeiras, incluindo bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do USTR, em sistema de audiência pública, que continua aberto. A entidade acredita que o diálogo pode resolver as divergências.

Contexto da investigação americana

Durante a madrugada, o USTR propôs uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, após uma investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil. Na minuta, o órgão cita o PIX múltiplas vezes como um instrumento que bloqueia a concorrência de empresas americanas. A medida gerou reações no setor financeiro brasileiro.

Como mostrou reportagem da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), representantes do setor financeiro consideram improvável que o Brasil responda com restrições mais duras ao PIX, embora não descartem reforço nas políticas contra crimes financeiros, como lavagem de dinheiro. A expectativa é de que o diálogo prevaleça.

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