Mulheres lideram transformação na saúde
Março é o Mês da Mulher, período que inspira reflexões sobre conquistas e desafios. O Saúde Business lança a série especial Mulheres na Saúde, dedicada a lideranças que influenciam decisões e impulsionam a transformação do setor.
A proposta é ampliar o debate sobre equidade de gênero como agenda estratégica para a sustentabilidade da saúde. Um tema que ganha relevância diante de dados preocupantes.
Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esse número corresponde a quatro mortes por dia, um cenário que evidencia a urgência de discussões sobre violência de gênero.
Apesar desses desafios, as mulheres seguem avançando em diversas áreas, incluindo a saúde. Sua presença tem sido fundamental para mudanças positivas.
Essa trajetória de superação é exemplificada por profissionais como Nayara Maksoud. Sua atuação no Amazonas mostra como experiências podem ser convertidas em soluções.
Trajetória de Nayara Maksoud no Norte
Formação e início da carreira
Natural do Mato Grosso do Sul, Nayara Maksoud é formada em Enfermagem pela UFMS. Ela iniciou sua jornada na região Norte no início dos anos 2000, quando se mudou para o Amazonas para atuar na saúde indígena.
Essa decisão marcou o início de uma carreira dedicada a comunidades remotas. Nayara acumulou experiências que vão da assistência em áreas isoladas à liderança de estruturas estratégicas do sistema estadual de saúde.
Experiência em ambientes desafiadores
Entre suas vivências, destaca-se a atuação no primeiro Polo Base Flutuante do país, localizado em Tefé. Essa experiência em um ambiente desafiador reforçou sua capacidade de adaptação e inovação.
Em março de 2024, ela assumiu o comando da pasta de saúde no Amazonas. Um passo que consolida sua trajetória de mais de duas décadas na região.
Sua história ilustra como a dedicação a causas complexas pode resultar em impacto significativo.
Mudança no cenário de liderança
Histórico e transformação
Historicamente, as mulheres estiveram em desvantagem na liderança, especialmente em setores como a saúde. No entanto, esse cenário vem mudando, com uma presença feminina crescente em posições de comando.
Essa transformação tem contribuído para um modelo de gestão mais participativo. Com maior valorização da escuta, da empatia e da humanização.
Resultados da nova abordagem
Como resultado, observam-se ambientes mais colaborativos e decisões mais conectadas às necessidades da população. A abordagem inclusiva fortalece a eficiência dos serviços e promove um cuidado mais integral.
Esse avanço não é apenas individual, mas coletivo. As mulheres vêm ocupando espaços, demonstrando competência e, assim, abrindo caminhos para outras.
O protagonismo feminino, portanto, se constrói através de redes de apoio e inspiração.
Impacto coletivo e futuro da saúde
Movimento coletivo e representatividade
O protagonismo feminino na saúde não se limita a conquistas isoladas, mas reflete um movimento coletivo. As mulheres vêm ocupando espaços, demonstrando competência e, assim, abrindo caminhos para outras.
Essa dinâmica cria um ciclo positivo de representatividade. É essencial para enfrentar os desafios do setor, como o acesso a serviços em regiões remotas.
Exemplo prático e visibilidade
A experiência de Nayara Maksoud no Amazonas mostra como a vivência em áreas indígenas e flutuantes pode informar políticas públicas mais eficazes. A fonte não detalhou exemplos específicos dessas políticas.
Além disso, a série Mulheres na Saúde do Saúde Business reforça a importância de visibilizar essas trajetórias. Ao ampliar o debate sobre equidade de gênero, a iniciativa contribui para um setor mais sustentável e justo.
Onde diversidade e inovação caminham juntas.
