Mulheres na Saúde: série especial destaca liderança feminina
Em março, Mês da Mulher, o Saúde Business lança a série especial Mulheres na Saúde. A iniciativa destaca lideranças que influenciam decisões, moldam estratégias e impulsionam a transformação do setor.
A proposta é ampliar o debate sobre equidade de gênero como agenda estratégica para a sustentabilidade da saúde. Nesse contexto, a trajetória de Juliana Abdalla ilustra como a gestão feminina pode conduzir processos complexos com foco em resultados.
O cenário da equidade de gênero no Brasil
Desigualdades persistentes
A discussão sobre a presença feminina em posições de liderança ocorre em um ambiente marcado por desigualdades profundas. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Esse número corresponde a quatro mortes por dia, um dado que evidencia a urgência de ações para proteger e valorizar as mulheres.
Transição planejada para a gestão
A experiência de Juliana Abdalla oferece um exemplo concreto de como a transição para cargos de gestão pode ser planejada e executada com sucesso. Ela construiu uma mudança cuidadosa da assistência para a administração.
Essa jornada reforça a importância de criar oportunidades para que mais mulheres alcancem postos de decisão, especialmente em setores críticos como a saúde.
A visão de Juliana Abdalla sobre liderança feminina
Características distintivas
Para Juliana Abdalla, as lideranças femininas e masculinas são distintas na forma de conduzir, porém complementares. Ela afirma que a liderança feminina tem:
- Escuta mais ativa
- Maior capacidade de construção interdisciplinar
- Facilidade em lidar com temas complexos
Além disso, destaca que habilidades socioemocionais são mais evidentes nas mulheres, o que pode trazer um diferencial significativo para as organizações.
Importância das equipes mistas
A profissional ressalta que equipes mistas são essenciais para alcançar os objetivos desejados. Segundo ela, a diversidade é fundamental, pois combina perspectivas diferentes e enriquece o processo de tomada de decisão.
Essa abordagem equilibrada evita polarizações e promove um ambiente mais colaborativo, onde cada membro pode contribuir com suas melhores qualidades.
Ações concretas para promover a equidade de gênero
Juliana Abdalla defende medidas concretas para estimular a presença feminina em posições estratégicas. Entre elas:
- Maior participação em comitês de negócios, executivos e conselhos
- Equiparação salarial entre homens e mulheres para funções equivalentes
- Criação de planos de carreira que considerem fases específicas da vida da mulher
Essas propostas visam construir um caminho mais justo e inclusivo, onde o talento feminino possa florescer sem barreiras artificiais.
Competências essenciais na alta gestão em saúde
Ética como base fundamental
Segundo Juliana Abdalla, a primeira competência inegociável, independentemente do setor, é a ética. Esse valor serve como base para todas as decisões e relações dentro de uma organização.
Capacidade de execução estratégica
Na alta liderança em saúde, uma competência essencial é a capacidade de executar a estratégia. Isso inclui:
- Liderar processos eficientemente
- Reduzir desperdícios
- Garantir que o cuidado assistencial não seja comprometido
A combinação de ética e eficiência operacional permite que gestores enfrentem os desafios diários com clareza e determinação.
Impacto e relevância da série Mulheres na Saúde
A série Mulheres na Saúde contribui para dar visibilidade a trajetórias inspiradoras e ampliar o debate sobre equidade de gênero. Ao apresentar histórias reais de mulheres que moldam estratégias, a iniciativa demonstra que a diversidade não é um conceito abstrato.
A experiência de Juliana Abdalla nos hospitais Pro Matre Paulista e Santa Maria serve como exemplo prático de como a liderança feminina pode conduzir a gestão do cuidado materno com excelência e sensibilidade.
