Mercado de capitais 2027: IPOs só no próximo governo, diz Bradesco BBI
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O mercado de capitais brasileiro vive um período de paralisia. Executivos do Bradesco BBI afirmam que os IPOs devem retornar apenas em 2027, condicionados à política fiscal do próximo governo. No curto prazo, apenas operações oportunísticas de follow-ons e block trades são viáveis. Já o setor de infraestrutura lidera as fusões e aquisições (M&A), enquanto outros segmentos realizam transações mais táticas devido aos altos juros.

Cenário atual: mercado fechado para IPOs

Com as eleições se aproximando, o ajuste fiscal incerto e a geopolítica instável, o mercado de capitais brasileiro está praticamente fechado para novas operações. Segundo os executivos do Bradesco BBI, IPOs estão fora de cogitação. As únicas transações possíveis são follow-ons e block trades, mas em circunstâncias específicas.

A recuperação do mercado dependerá da trajetória dos juros e de um ajuste fiscal crível. Enquanto isso, o foco está em block trades e follow-ons, com investidores estratégicos substituindo fundos de private equity.

Follow-ons e block trades oportunísticos

Novos follow-ons só serão possíveis para empresas bem posicionadas e resilientes. As companhias de infraestrutura despontam como principais candidatas, como Engie e ISA Energia.

Os block trades devem ocorrer em empresas cujo “preço faça sentido” ou nas quais haja necessidade de dar liquidez à saída de algum investidor, como ocorreu na Espaçolaser. “O valuation ficou tão deprimido que esses investidores passaram a enxergar valor nesse tipo de atuação”, disse um executivo.

IPOs previstos para 2027

Os IPOs podem retornar em 2027, a depender de como a questão fiscal será endereçada pelo próximo governo. A expectativa é de que a reabertura do mercado seja puxada por grandes operações de empresas com fluxo de caixa previsível.

Uma primeira onda de IPOs deve incluir grandes empresas, seguida por uma segunda onda com companhias menores e de crescimento acelerado.

Infraestrutura lidera M&As

Assim como no mercado de capitais, o segmento de infraestrutura lidera as operações de M&A. Nos demais setores, os deals têm caráter mais tático, com os juros elevados sendo o principal gatilho para as transações.

O interesse de investidores estrangeiros está voltando, especialmente em ativos de infraestrutura, que oferecem receitas previsíveis. A fonte não detalhou valores ou prazos específicos para essas operações.

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