Itaú está preparado para qualquer cenário no segundo trimestre
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O Itaú Unibanco apresentou crescimento de 9,6% na carteira de crédito no segundo trimestre, totalizando R$ 1,5 trilhão. Além disso, o CEO Milton Maluhy Filho afirmou que o banco está preparado para qualquer cenário, com balanço robusto e capital suficiente.

A declaração foi feita em meio a um contexto que exige cautela; todavia, o executivo reiterou confiança na estratégia da instituição.

Carteira de crédito cresce e soma R$ 1,5 trilhão

Segundo o balanço, o crescimento veio em todos os segmentos; dessa forma, os destaques foram:

  • Pessoas físicas: alta de 7,8%.
  • Micro, pequenas e médias empresas: alta de 11,6%.
  • Consignado privado: alta de 14,3%.

O CEO destacou que o Itaú está colhendo os frutos da estratégia centrada no reequilíbrio do portfólio e no foco em clientes “mais resilientes”. Ademais, esses dados mostram a força da operação em diferentes frentes.

O crescimento da carteira ocorre em um ambiente de maior seletividade no crédito. Consequentemente, o banco tem procurado ajustar o mix de produtos e clientes, o que, na avaliação do CEO, tem gerado resultados positivos. Ademais, ele citou o reequilíbrio do portfólio como um dos pilares da estratégia.

Dessa forma, isso tem permitido ao Itaú avançar com consistência, mesmo diante de um cenário desafiador.

Lucro recorrente e rentabilidade em alta

O lucro recorrente gerencial foi de R$ 12,4 bilhões, com crescimento de 7,8% sobre igual período de 2025 e de 1% em relação ao primeiro trimestre deste ano. Dessa forma, o resultado veio alinhado às expectativas do mercado, conforme as análises divulgadas na sequência do balanço.

Ademais, a rentabilidade também avançou:

  • ROE: 24,3%, alta de 1 ponto percentual na comparação anual.
  • ROE no Brasil: 25,7%.

A rentabilidade elevada é um dos destaques do período, segundo os números apresentados. Ademais, o banco mantém uma posição de liderança em eficiência, com indicadores acima da média do setor. Consequentemente, isso se reflete na confiança dos investidores, que mantêm recomendação de compra para as ações.

Inadimplência estável em seis trimestres

Em resumo, os indicadores de inadimplência (acima de 90 dias) ficaram assim:

  • Consolidado: 1,9% pelo sexto trimestre consecutivo.
  • Pessoas físicas: 3,7% (ante 3,6% um ano antes).
  • Micro, pequenas e médias empresas: 2% (ante 1,6%).
  • Grandes empresas: 0,1% (estável).

O CEO afirmou ver “super estabilidade” nos indicadores de inadimplência e disse que o banco não vê necessidade de grandes ajustes à frente. Além disso, ele também observou que os atrasos de mercado mostram que a inadimplência tem subido de forma acentuada, o que não tem acontecido nas carteiras do Itaú.

Assim sendo, para o executivo, isso é resultado da maior seletividade na concessão de crédito e do foco em clientes mais resilientes.

CEO vê banco preparado para cenários adversos

Declaração do CEO

“O Itaú nunca esteve tão preparado, seja qual for cenário que vier pela frente”, afirmou Milton Maluhy Filho. Dessa forma, o executivo citou que o banco tem funding, capital e um balanço robusto e sólido para justificar essa afirmação.

Ele acrescentou que, se o cenário deteriorar, a tendência é o Itaú performar melhor, porque possui carteira de crédito com qualidade superior ao sistema, com balanço e capital capazes de absorver. Consequentemente, essa confiança se apoia nos números do período.

O CEO expressou preocupação com o cenário macro, os juros e o nível de endividamento, mas disse que a carteira do banco está bem colocada e sem perspectiva de piora. Todavia, ele observou que o contexto atual exige cautela, mas reiterou sua confiança na estratégia e na tese do banco.

Em resumo, segundo ele, o banco tem condições de navegar em qualquer cenário, inclusive no caso de uma deterioração da economia.

Projeções para a carteira

Em relação à projeção, o CEO disse que, caso mantenha o ritmo do primeiro semestre, a melhor projeção do banco aponta para um avanço da carteira acima do ponto médio do guidance de 5,5% a 9,5% no consolidado e de 6,5% a 10,5% no Brasil. Dessa forma, isso indica que, nas contas do banco, a expansão do crédito deve continuar em um ritmo robusto.

Analistas mantêm recomendação de compra

Analistas do BTG Pactual e do Citi destacaram a solidez do banco e sua capacidade de enfrentar desafios futuros. Assim sendo, eles mantêm recomendações de compra para as ações, que apresentaram valorização de 9,6% no ano.

BTG Pactual

O BTG Pactual destacou que o Itaú reportou um balanço “sólido como uma rocha”, apesar do lucro líquido levemente abaixo do consenso. Além disso, o preço-alvo é de R$ 52.

Citi

O Citi estipula preço-alvo de R$ 50 e chama atenção para “mais um trimestre sólido”, com indicadores acima dos pares. Além disso, o foco do banco deve permanecer na capacidade de sustentar o crescimento da receita, mantendo os custos sob controle rigoroso e visando a estabilização das despesas operacionais em 2027.

Com esses resultados, o Itaú encerra o trimestre com um balanço que, na avaliação de analistas, está entre os mais sólidos do setor. Em resumo, a combinação de crescimento da carteira, rentabilidade elevada e inadimplência controlada reforça a percepção de que o banco está bem posicionado para os próximos desafios.

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