Trump diz que pode aniquilar Irã sem acordo de paz
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira para afirmar que seu país poderia “aniquilar” o Irã caso não seja alcançado um acordo de paz. A declaração foi feita durante um discurso que abriu um dia de intensa diplomacia na ONU, onde Trump deve se reunir com mais de uma dúzia de líderes mundiais, enquanto as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia continuavam a pôr à prova sua agenda de política externa.

Ao mesmo tempo em que previu que seu governo fecharia um acordo de paz com o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato dos EUA, em 3 de novembro, Trump pediu que outras nações se unam aos Estados Unidos no isolamento econômico do Irã para forçá-lo a sentar-se à mesa de negociações. “Acredito que chegaremos a um acordo logo após a eleição, porque não faz sentido para eles não o fazerem. Eles estão esperando para ver como me sairei nas eleições de meio de mandato”, disse Trump.

O tom do discurso alternou entre ameaça e otimismo. Trump acrescentou: “Devo levá-los ao inferno, sem chance de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura ou de novas gerações? Mas acredito que chegaremos a um acordo logo após a eleição.” A fala reforça a pressão máxima que sua administração tem exercido sobre Teerã, mas também sinaliza uma expectativa de negociação em curto prazo.

Pressão econômica e isolamento internacional

Trump não detalhou como seria o isolamento econômico, mas sua retórica indica que os Estados Unidos continuarão buscando apoio de aliados para sufocar a economia iraniana. A estratégia, segundo o presidente, é forçar o Irã a aceitar um novo acordo nuclear, mais restritivo que o firmado em 2015 e do qual os EUA se retiraram em 2018. A fonte não detalhou quais países já teriam aderido a essa pressão.

O Irã tem negado consistentemente que esteja buscando desenvolver armas nucleares. Autoridades iranianas afirmam que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas a comunidade internacional segue dividida sobre o tema. A divergência entre as narrativas de Washington e Teerã permanece um dos principais obstáculos para qualquer entendimento.

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Manifestações contra o governo iraniano

Do lado de fora da sede da ONU, dezenas de manifestantes contra o governo iraniano se reuniram, alguns deles segurando cartazes clamando por liberdade e democracia e condenando a ditadura. O protesto ocorreu enquanto Trump discursava, evidenciando a insatisfação de setores da diáspora iraniana com o regime de Teerã. A fonte não detalhou se houve confrontos ou detenções.

A presença dos manifestantes reforça o clima de tensão em torno do Irã na agenda internacional. A pressão popular, somada à retórica de Trump, aumenta a incerteza sobre os próximos passos do país persa.

Diplomacia intensa na ONU

O discurso deu início a um dia de diplomacia de alto nível na ONU, onde Trump deve se reunir com mais de uma dúzia de líderes mundiais. Após seu discurso, Trump deve se reunir com nada menos que 11 líderes mundiais, seja em encontros bilaterais ou em grupos. À noite, ele poderá se reunir com dezenas de outros líderes, ainda que brevemente, durante uma recepção aos líderes.

Trump se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron, na segunda-feira. É possível que haja acréscimos à sua agenda desta terça-feira. A intensa agenda reflete a tentativa do governo americano de avançar em múltiplas frentes, incluindo o Oriente Médio e a Ucrânia.

Eco do discurso polêmico do ano passado

No ano passado, Trump causou polêmica com um discurso combativo na ONU, afirmando que outros países estavam “indo para o inferno” por, entre outras coisas, suas políticas climáticas e a imigração em massa. O tom desta terça-feira, embora ainda duro com o Irã, trouxe uma previsão de acordo que pode ser vista como uma mudança de abordagem.

A fonte não detalhou se o discurso atual gerou reações imediatas de outros líderes. No entanto, a menção à aniquilação do Irã deve repercutir nos próximos dias, especialmente entre os países que defendem a diplomacia como caminho para a resolução do impasse nuclear.

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