Por muito tempo, a infraestrutura hospitalar foi tratada principalmente como uma área de suporte às operações. Hoje, porém, decisões sobre manutenção, atualização de ativos, tecnologia e expansão estão cada vez mais conectadas à estratégia das organizações de saúde. Além disso, na Hospitalar 2026, executivos defenderam que a infraestrutura deixou de ser apenas uma condição para o funcionamento do hospital e passou a integrar a estratégia de sustentabilidade, eficiência e qualidade da organização.
Principais destaques do debate
- Dessa forma, a infraestrutura deixou de ser suporte e virou estratégia para qualidade e eficiência.
- Sobretudo, segurança do paciente e eficiência operacional são os pilares da priorização.
- Recursos finitos exigem planejamento com base em prioridades claras.
- Investimento deve superar a depreciação para garantir sustentabilidade.
- Disponibilidade funcional dos recursos importa mais que aparência visual.
- Cooperação entre instituições, como a Ahfip, otimiza custos e ganha escala.
- Equilíbrio entre crescimento, reposição de ativos e inovação é essencial.
- Velocidade de resposta e integração entre academia, empresas e hospitais são diferenciais.
Prioridade estratégica
No painel que discutiu o tema, Parrini foi direto ao ponto: “A infraestrutura é uma área estratégica porque não existe cuidado ao paciente sem estrutura. Ou seja, é uma questão de proteção, tanto para o paciente quanto para o conselho”.
Portanto, para ele, em um setor desafiador como o hospitalar, é essencial que a infraestrutura seja prioridade: “Em um setor tão desafiador quanto o hospitalar, é fundamental que a infraestrutura seja tratada como prioridade para garantir a segurança do paciente e a eficiência das operações”.
Assim sendo, a fala de Parrini reforça que a segurança do paciente e a eficiência das operações são os pilares dessa priorização.
Recursos finitos, prioridades claras
Necessidades vs. recursos
Por outro lado, Parrini ressaltou o desafio de definir prioridades diante de necessidades crescentes e recursos limitados. “As necessidades são grandes, mas os recursos são finitos. Portanto, o que é fundamental é escolher o que precisa ser executado com base em prioridades claras”, afirmou.
Planejamento estratégico
Júlio Vieira, CEO do Hcor, complementou: “Os nossos desejos são sempre maiores do que os recursos disponíveis. Por isso, é necessário um planejamento estratégico alinhado à realidade do dia a dia”.
Ademais, a dificuldade de priorização ganha outra dimensão quando considerada a existência de um backlog de melhorias.
Sustentabilidade exige investimento
Além disso, Vieira alertou que manutenção e renovação da infraestrutura não podem ser tratadas como meras despesas futuras. “A sustentabilidade exige que olhemos de forma estratégica para onde vamos colocar nosso dinheiro. Dessa forma, para melhorar, o investimento deve ser superior à depreciação”, explicou.
Sobretudo, ele destacou o risco de defasagem quando os investimentos não acompanham a deterioração dos ativos. Preservar ativos existentes, portanto, é condição para a sustentabilidade da operação no longo prazo.
O que não se vê importa
A diferença entre visual e disponibilidade
Por exemplo, um executivo anônimo chamou atenção para a diferença entre o que é visual e a disponibilidade de um recurso funcionando. “O que é visual é diferente da disponibilidade de um recurso funcionando. Dessa forma, a infraestrutura precisa ser atualizada e disponibilizada de forma eficiente para atender às demandas”, afirmou.
Impacto na experiência do paciente
Assim sendo, ele enfatizou que a indisponibilidade de funcionamento gera efeito contrário na satisfação do cliente: “A infraestrutura deve ser funcional para que o cliente não perceba o que não consegue enxergar, garantindo uma experiência positiva”.
Isto é, a perspectiva reforça que eficiência da infraestrutura não significa apenas possuir equipamentos e estruturas modernas. Portanto, é preciso garantir que esses recursos estejam disponíveis, funcionando e integrados às necessidades da operação.
Cooperação para crescer
Por exemplo, Vieira citou a criação da Ahfip – Associação dos Hospitais Filantrópicos Particulares como uma iniciativa voltada à busca por ganhos de escala e otimização de recursos por meio de parcerias. “Nos unimos para ganhar mais potência. Por exemplo, contratamos um operador logístico de insumos no interior e dividimos os custos. Mesmo sendo competidores, podemos cooperar para crescer juntos”, contou.
Em resumo, ele reforçou que a cooperação é essencial para enfrentar os desafios do setor: “A cooperação é essencial para enfrentar os desafios do setor e garantir que os recursos sejam utilizados de forma estratégica”.
Equilíbrio de investimentos
Ademais, o CEO do Hcor defendeu ainda a necessidade de equilibrar investimentos em crescimento, reposição de ativos depreciados e inovação. “É preciso equilibrar investimentos em crescimento, reposição de ativos depreciados e inovação. Sobretudo, a clareza dos objetivos da empresa é fundamental para evitar escolhas erradas”, afirmou.
A definição de prioridades, portanto, precisa estar alinhada aos objetivos estratégicos de cada organização.
Velocidade para resolver
Entre os aspectos observados, Vieira chamou atenção para a velocidade na resolução de problemas e para a capacidade de mobilizar profissionais em torno de determinados desafios. Em seguida, ele citou o exemplo de 300 engenheiros trabalhando juntos para encontrar soluções em poucos dias. Consequentemente, essa mobilização demonstrou ser um diferencial de produtividade.
A capacidade de resposta rápida aparece, assim, como um fator competitivo relevante.
Academia, empresas e hospitais
Outro ponto observado por Vieira foi a aproximação entre academia, empresas e hospitais, criando condições para o desenvolvimento de tecnologias próprias. Além disso, a experiência também chamou atenção pela produtividade dos processos.
Dessa forma, essa integração tende a gerar soluções mais aderentes às necessidades reais da assistência, reforçando o papel estratégico da infraestrutura.
