Headline e XP captam fundo para comprar equity morto de startups
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A Headline e a XP anunciaram o lançamento do fundo Headline Prime I, que captou R$ 62 milhões. O veículo tem foco na compra de participações em empresas de tecnologia por meio de rodadas secundárias.

A operação foi concluída em apenas quatro semanas, entre setembro e outubro, atraindo 1.141 cotistas. O objetivo é adquirir fatias de investidores que buscam sair de seus negócios, uma movimentação que ganha espaço no ecossistema de inovação.

Detalhes da captação e gestão do fundo

A captação do Headline Prime I arrecadou R$ 62 milhões. O valor ficou abaixo da meta inicial de R$ 100 milhões, mas superou o mínimo estabelecido de R$ 40 milhões.

A gestão do fundo ficará a cargo da XP Vista Asset Management, braço da XP voltado para esse tipo de operação. Romero Rodrigues, head de venture capital da XP e managing partner da Headline no Brasil e na América Latina, é uma das figuras centrais por trás da iniciativa.

Estratégia de investimento e foco no equity morto

Critérios de seleção e valores

O plano do fundo é investir valores entre R$ 1 milhão e R$ 15 milhões por transação. A busca é por descontos que podem variar de 20% a 50%.

O foco está em empresas maduras, geralmente em estágios de série B ou C, que já tenham um faturamento anual superior a R$ 150 milhões. A ideia é reunir um portfólio diversificado, composto por oito a dez companhias.

Público-alvo das transações

O Headline Prime I tem como alvo principal um grupo específico de vendedores:

  • Investidores-anjo
  • Ex-executivos
  • Ex-fundadores
  • Fundos de venture capital que atuam em estágios iniciais

Esse perfil de vendedor muitas vezes possui participações em empresas consolidadas, mas que não têm liquidez imediata, configurando o que o mercado chama de ‘equity morto’.

Prazos e expectativas de rentabilidade

A expectativa é alocar 30% dos recursos captados até o ano de 2025. A meta para investir 100% do capital é de seis meses, com um período total de alocação estabelecido em 18 meses.

O fundo terá um prazo de vida útil de seis anos, tempo considerado adequado para a maturação dos investimentos. Quanto aos retornos, a rentabilidade total estimada é de cerca de 25% ao ano.

Contexto do mercado de secundárias no Brasil

Panorama atual e principais players

O movimento da Headline e da XP ocorre em um momento de crescente interesse por rodadas secundárias no Brasil. Até então, um dos poucos nomes que atuavam nessa área no mercado local era a Spectra, gestora com mais de R$ 7 bilhões sob sua administração.

Recentemente, a Spectra, em parceria com a Beacon, divulgou um relatório específico sobre o tema, destacando a relevância dessas operações.

Expansão de outras gestoras no setor

Em março deste ano, o Patria criou uma nova vertical batizada de High Growth, que reuniu as gestoras Kamaroopin e Igah. A meta dessa nova área é chegar a R$ 1 bilhão sob gestão.

Um dos mandatos da High Growth é justamente comprar fatias secundárias de investidores de startups, estratégia semelhante à adotada pelo Headline Prime I.

Próximos passos e expectativas

Com a captação concluída, o foco agora está na execução da estratégia de investimentos. O fundo já tem critérios bem definidos para selecionar as empresas e negociar as participações.

A rápida adesão de mais de mil cotistas sugere um apetite do mercado por produtos financeiros ligados ao ecossistema de startups. A expectativa é que outras gestoras anunciem iniciativas semelhantes, ampliando as opções para investidores e empreendedores.

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