Flávio e Lula empatam com 50% dos votos válidos, diz Datafolha
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A três dias do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm 50% dos votos válidos cada um, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira (22). A eleição será no domingo (25). O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado no TSE com o número BR-09709/2026.

Empate técnico acirra disputa presidencial

Na rodada anterior, divulgada no dia 15, Flávio tinha 51%, e Lula, 49% dos votos válidos. Já na primeira pesquisa realizada pelo instituto depois do segundo turno, no dia 8, o placar era de 52% a 48% para o senador. Em duas semanas, a vantagem de quatro pontos deixou de existir. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O empate técnico indica que a disputa está indefinida e que qualquer um dos candidatos pode vencer no domingo. O cenário reflete uma eleição marcada pela polarização e pela alta rejeição de ambos os lados. A estabilidade nos números nas últimas semanas sugere que os eleitores já estão consolidando suas escolhas.

Votos válidos excluem brancos e nulos

Na conta dos votos válidos entram apenas os entrevistados que escolhem um candidato. Ficam de fora quem pretende votar em branco, anular o voto ou ainda não decidiu. O critério se aproxima do usado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na apuração, que descarta brancos e nulos. No segundo turno, vence quem obtiver mais da metade dos votos válidos.

Nos votos totais, que incluem todas as respostas, o candidato do PL tem 47%, e o petista, 46%. Brancos e nulos somam 5%, e os indecisos, 2%. Veja a comparação com as duas pesquisas anteriores, pós-primeiro turno: desde a pesquisa do dia 8, o senador perdeu dois pontos nesse cenário, e Lula ganhou um. A diferença entre os dois cenários mostra que a abstenção e os votos não válidos podem influenciar o resultado final.

Metodologia e abrangência da pesquisa

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais entre terça-feira (20) e esta quinta. A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE com o número BR-09709/2026. A amostra é representativa da população brasileira e considera critérios de sexo, idade, região e escolaridade.

A margem de erro de dois pontos percentuais significa que os percentuais podem variar para mais ou para menos dentro desse intervalo. Com nível de confiança de 95%, há uma probabilidade de 5% de os resultados estarem fora da margem. Esses parâmetros são padrão em pesquisas eleitorais e garantem a confiabilidade dos dados.

Rejeição alta e empatada entre candidatos

Os dois presidenciáveis também empatam na rejeição. Cada um é citado por 48% dos eleitores como candidato em quem não votariam de jeito nenhum. O índice subiu para os dois desde o início da disputa do segundo turno. No caso do senador, a alta foi maior. Na pesquisa do dia 8, o senador era rejeitado por 43%, e o presidente, por 46%. Na rodada do dia 15, Bolsonaro tinha 44%, e o petista se manteve com 46%.

A rejeição elevada é um fator crucial na decisão de voto, pois muitos eleitores escolhem o candidato menos rejeitado. O empate nesse quesito indica que nenhum dos dois conseguiu se descolar como opção mais aceitável. A tendência de alta na rejeição de Flávio pode estar relacionada ao desgaste da campanha e aos debates acalorados.

Contexto da campanha e medidas recentes

Flávio saiu na frente no primeiro turno, em 4 de outubro, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do adversário. Foi a disputa mais apertada dessa rodada desde a redemocratização. No dia 14, o Senado concluiu a votação do fim da escala 6×1, uma das principais bandeiras de Lula. O governo também antecipou o pagamento do Bolsa Família e anunciou outras medidas.

Segundo levantamento da Folha, os gastos anunciados pelo presidente durante a campanha chegam a quase R$ 300 bilhões. Essas ações podem ter impacto na percepção do eleitorado, especialmente entre os beneficiários de programas sociais. No entanto, a pesquisa não detalha a influência direta dessas medidas nos números.

Debates acirrados e próximos confrontos

O primeiro debate entre os dois, realizado pela Band no domingo (18), foi marcado por ofensas e trocas de provocações, com pouco espaço para propostas. Os dois se enfrentam novamente nesta sexta-feira (23), no debate da TV Globo, com início previsto para as 21h20, logo após o Jornal Nacional. TV Globo: ao vivo, após o Jornal Nacional; g1: transmissão simultânea e íntegra após o encerramento.

Os debates são oportunidades para os candidatos conquistarem eleitores indecisos e mobilizarem suas bases. O tom agressivo do primeiro encontro pode se repetir, mas a expectativa é de que haja mais espaço para discussão de propostas. O desempenho no debate da Globo pode influenciar os últimos dias de campanha.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra um cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, com 50% dos votos válidos cada. A margem de erro de dois pontos percentuais mantém a disputa em aberto. A eleição de domingo definirá o próximo presidente do Brasil.

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