A presidente do Federal Reserve de Dallas, Lorie Logan, afirmou que a próxima alteração da taxa de juros pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) pode ser tanto um aumento quanto um corte. A declaração foi feita em comunicado para justificar a dissidência da linguagem utilizada na decisão de abril.
Sinalização de juros flexível
Logan destacou que a perspectiva econômica é altamente incerta. Ela defendeu que, quando o FOMC fornece orientações futuras sobre a provável trajetória das taxas de juros, como na recente declaração, essas orientações são uma importante ferramenta de política monetária. Segundo ela, as orientações influenciam as condições financeiras e a economia, afetando o alcance das metas de pleno emprego e estabilidade de preços. A possibilidade de tanto um aumento quanto um corte reflete a flexibilidade necessária diante da incerteza.
Dissidência na decisão de abril
Em sua votação mais dividida desde 1992, o Fed manteve esta semana sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75%. A dissidência de Logan em relação à linguagem usada na declaração foi justificada por ela como uma forma de reconhecer a incerteza econômica. Ela alertou que a guerra pode agravar as condições, embora a fonte não tenha detalhado o conflito específico. A presidente do Fed de Dallas enfatizou que as orientações futuras são cruciais para a transmissão da política monetária.
Alerta sobre riscos geopolíticos
Logan também mencionou os riscos associados a conflitos geopolíticos, alertando sobre a guerra ao justificar sua posição. A incerteza elevada, segundo ela, exige que o Fed mantenha todas as opções em aberto. A decisão de manter os juros inalterados foi a mais dividida em mais de três décadas, mostrando a divergência entre os membros do comitê. A presidente do Fed de Dallas acredita que a flexibilidade na comunicação é essencial para lidar com cenários imprevisíveis.
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