Exportação de soja do Brasil desacelera para 236,7 mil t/dia em
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Exportações de soja registram queda de 26,4% na primeira semana

A exportação de soja do Brasil apresentou desaceleração significativa na primeira semana de fevereiro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta segunda-feira (9), o volume médio diário foi de 236,7 mil toneladas por dia útil.

Esse número representa uma redução de 26,4% em comparação com a média diária do mesmo mês no ano anterior. Considerando os cinco dias úteis do período, o total de embarques efetivados em fevereiro alcançou 1,18 milhão de toneladas.

Comparação com o ano anterior

Em fevereiro de 2024, o Brasil exportou 6,4 milhões de toneladas de soja, com média diária mensal de 321,4 mil toneladas. A Secex não divulga a média diária específica para a primeira semana do ano passado, o que limita comparações diretas para esse período inicial.

Apesar da queda inicial, analistas projetam volumes maiores ao longo do mês, baseando-se no potencial recorde da safra atual.

Fatores que impactam os embarques de soja

Vários elementos contribuem para a desaceleração observada nas exportações:

Condições climáticas adversas

As chuvas intensas têm sido um fator determinante para a redução dos embarques. Segundo dados da agência marítima Cargonave, os portos de Santos e Paranaguá enfrentam as maiores interrupções desde janeiro devido às condições climáticas.

Em fevereiro, o padrão chuvoso se manteve, continuando a afetar as operações portuárias e, consequentemente, as exportações do grão.

Comercialização mais lenta pelos produtores

A venda da produção de soja pelos agricultores apresenta ritmo reduzido. Essa desaceleração na comercialização pode estar relacionada a:

  • Expectativas de preços futuros
  • Questões logísticas de entrega

A fonte não detalhou os motivos específicos para essa lentidão nas transações.

Colheita mais adiantada

Em contrapartida, a colheita de soja no Brasil está mais avançada na comparação anual. Esse fator poderia facilitar aumento nos embarques futuros, especialmente considerando que o volume total da safra deve ser recorde.

Perspectivas para o restante de fevereiro

Analistas mantêm expectativa positiva para os embarques ao longo do mês, fundamentada em dois pilares principais:

  • Potencial recorde da safra brasileira
  • Demanda internacional pelo grão

No entanto, as interrupções nos portos devido às chuvas podem continuar influenciando negativamente o ritmo das exportações. A agência Cargonave já registrou impactos significativos desde janeiro, com fevereiro seguindo o mesmo padrão climático.

Cenário complexo para as exportações

A combinação de fatores climáticos e comerciais cria um panorama desafiador para as exportações neste período. Enquanto a colheita mais adiantada e a safra recorde oferecem bases para recuperação, a comercialização mais lenta pelos produtores pode adiar parte desse fluxo.

Os dados da Secex servirão como referência crucial para acompanhar se a média diária se aproximará ou superará a do ano anterior ao longo do mês.

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