A expectativa de que a Copa do Mundo impulsionaria o mercado de trabalho temporário nos Estados Unidos não se confirmou. Antes da estreia do torneio, em 11 de junho, a FIFA previa a criação do equivalente a 185 mil empregos, principalmente no setor de lazer e hospitalidade. Muitos bancos de Wall Street projetavam um impacto menor, mas ainda expressivo. No entanto, o último relatório de emprego mostrou que qualquer avanço nas vagas de lazer e hospitalidade em maio foi completamente apagado em junho. O setor fechou o período com 21 mil postos a menos nos últimos dois meses.
Expectativas frustradas
Eli Nir, economista para os EUA do TD Securities, afirmou que tensões geopolíticas, passagens aéreas mais caras e outras barreiras podem ter limitado as viagens internacionais para a Copa. Esses fatores contribuíram para que o esperado fluxo de turistas não se materializasse como previsto. Além disso, as empresas estão preferindo pagar horas extras aos funcionários que já têm, em vez de contratar novos. Shruti Mishra, economista do Bank of America, fez essa análise. O Bank of America havia projetado que o torneio criaria até 40 mil vagas entre junho e julho.
Estratégia das empresas
Weschler, representante de uma empresa do setor, disse: ‘Está difícil encontrar trabalhadores. Então decidimos dar prioridade a quem já trabalha com a gente há mais tempo.’ Essa estratégia reflete a dificuldade de recrutamento em um mercado de trabalho aquecido. Em vez de expandir a equipe, muitas companhias optaram por maximizar a produtividade dos funcionários atuais.
Impacto localizado
Mais perto dos estádios, o avanço foi mais nítido. As contratações de empresas de entretenimento e de alimentos e bebidas nos bairros onde ficam os estádios superaram as de outras regiões em maio, segundo dados da Gusto. No entanto, esse efeito positivo foi restrito a áreas específicas. Dowell, proprietário de um estabelecimento local, disse: ‘Os estabelecimentos locais fora dali estão passando por dificuldades. No nosso caso, não valeu a pena.’ A reportagem é de Augusta Saraiva e Maya Prakash — Bloomberg.
Fonte
- investnews.com.br
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