O Itaú BBA anunciou três alterações em sua carteira recomendada de ações para setembro, em uma tentativa de proteger o portfólio de um cenário mais adverso para a Bolsa brasileira. As mudanças envolvem a saída de Nubank (ROXO34), Sabesp (SBSP3) e Bradesco (BBDC4), e a entrada de BTG Pactual (BPAC11), Eneva (ENEV3) e Suzano (SUZB3). Com as alterações, a carteira Top 5 passou a ser formada por essas novas empresas, refletindo uma postura mais defensiva do banco.
Mudanças revelam postura defensiva
A reformulação revela uma postura mais defensiva do banco. O Itaú BBA diminuiu a exposição ao crédito para pessoas físicas e aumentou a presença de companhias com receitas contratadas, negócios dolarizados ou menor dependência da economia brasileira. Essa estratégia busca mitigar riscos em um ambiente de juros elevados e incertezas fiscais. A transição para ativos mais previsíveis é um sinal claro da cautela do banco.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
BTG substitui Nubank na seleção
A troca do Nubank pelo BTG Pactual reflete a preocupação do Itaú BBA com o endividamento das famílias, os juros elevados e o possível aumento da inadimplência no crédito ao consumidor. Embora tenha mantido exposição ao setor financeiro, o banco optou por uma instituição com fontes de receita mais diversificadas. Segundo a carta, o BTG combina crescimento consistente dos lucros e rentabilidade elevada, além de apresentar revisões positivas de resultados mesmo em um ambiente mais difícil para os bancos de varejo.
O BTG atua em áreas como banco de investimento, crédito corporativo, negociação de ativos, gestão de recursos e gestão de patrimônio. Essa diversificação reduz sua dependência direta do consumo das famílias.
Eneva entra no lugar da Sabesp
A Eneva entrou na carteira no lugar da Sabesp. Para o Itaú BBA, a companhia de energia oferece maior previsibilidade de resultados, apoiada pelo aumento das receitas contratadas. O banco também vê oportunidades que ainda não estariam totalmente incorporadas ao preço da ação, como os ganhos com o acionamento das usinas termelétricas, a comercialização de gás e energia e a necessidade crescente de flexibilidade no sistema elétrico brasileiro. Novos projetos no leilão de reserva de capacidade e a flexibilização operacional de ativos também aparecem como possíveis gatilhos para a empresa.
Suzano reduz exposição ao crédito brasileiro
Já a entrada da Suzano no lugar do Bradesco representa uma redução adicional da exposição ao crédito brasileiro. Com vendas concentradas no exterior e receitas em dólar, a produtora de celulose tem menor correlação com a atividade econômica doméstica. A ação também pode funcionar como uma proteção parcial contra riscos fiscais, cambiais e eleitorais. Mesmo com os preços da celulose ainda pressionados, o Itaú BBA avalia que a Suzano negocia a múltiplos descontados e mantém uma geração de caixa atrativa.
Contexto de mercado desafiador
A mudança ocorre depois de um agosto marcado pela saída de aproximadamente R$ 18,5 bilhões de investidores estrangeiros da Bolsa brasileira. O Ibovespa encerrou o mês com queda de 0,3%, após chegar a acumular perda de 6,5% até o dia 18. Para o Itaú BBA, a recuperação nas últimas semanas não eliminou os fatores de risco para o mercado. No exterior, as tensões no Oriente Médio mantiveram o petróleo em níveis elevados, reforçando as preocupações com a inflação.
Ao mesmo tempo, os juros dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos subiram diante das dúvidas sobre a trajetória da dívida pública norte-americana. O avanço da inteligência artificial também desviou parte do fluxo destinado aos mercados emergentes para países como Taiwan e Coreia do Sul, que concentram grandes fabricantes de chips e memória.
Desempenho da carteira Top 5
“Em agosto, a dinâmica dos fluxos globais e as condições macroeconômicas se sobrepuseram aos fundamentos apresentados isoladamente pelas empresas”, afirma a instituição. Em agosto, a carteira Top 5 caiu 0,7%, desempenho 0,4 ponto percentual inferior ao do Ibovespa. No acumulado de 2026, a seleção avançou 1,9%, ante alta de 10,1% do índice. Desde sua criação, em janeiro de 2016, porém, a carteira acumula valorização de 1.197%, frente a 342% do Ibovespa.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
- Siga no Youtube (www.youtube.com)
- Receba as recomendações de investimento mais atualizadas diretamente em seu What (emprc.us)
- Augusto Cury tem 11%: de quem ele está tirando tantos votos? (www.youtube.com)
- Revisão de dividendos do Banco do Brasil (BBSA3), FII de saída da B3 e ações com (moneytimes.com.br)
- CPFL Energia (CPFE3) pagará R$ 700 milhões em dividendos; veja data (moneytimes.com.br)
