Carteira recomendada de setembro: Itaú, WEG e mais 8 ações
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A Terra Investimentos anunciou, nesta semana, os ajustes em sua carteira recomendada de ações para o mês de setembro. A gestora substituiu quatro papéis e manteve outros seis ativos com peso estável. A mudança reflete a leitura da casa sobre as oportunidades e riscos do mercado acionário brasileiro no curto prazo.

Deixam o portfólio as ações da Embraer (EMBJ3), Cury (CURY3), Marcopolo (POMO4) e Assaí (ASAI3). Em seus lugares, entram os papéis do Itaú (ITUB4), Cyrela (CYRE3), WEG (WEGE3) e Rede D’or (RDOR3). A decisão foi comunicada por meio de relatório enviado a clientes e ao mercado.

Segundo o documento, a nova composição busca equilibrar setores defensivos e cíclicos, diante de um cenário ainda marcado por volatilidade. A fonte não detalhou os critérios individuais para cada troca, mas a movimentação sugere preferência por empresas com fundamentos sólidos e liquidez elevada.

Mudanças na carteira: quem entra e quem sai

A rotação de ativos é uma prática comum em carteiras recomendadas, pois permite ajustar a exposição a diferentes teses de investimento. Neste mês, a saída de Embraer e Marcopolo, ambas ligadas ao setor de transportes e bens de capital, pode indicar uma visão mais cautelosa sobre a demanda por aeronaves e ônibus.

Por outro lado, a entrada de Itaú e WEG reforça a aposta em empresas com histórico de rentabilidade e forte geração de caixa. O Itaú, um dos maiores bancos privados do país, tende a se beneficiar de um ambiente de juros ainda elevados, enquanto a WEG, fabricante de equipamentos elétricos, possui atuação global e diversificada.

Cyrela e Rede D’or representam setores distintos: construção civil e saúde. A Cyrela é uma das principais incorporadoras do segmento de média e alta renda, enquanto a Rede D’or é a maior rede hospitalar privada do Brasil. Ambas podem se beneficiar de tendências estruturais, como o déficit habitacional e o envelhecimento populacional.

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Ativos mantidos: seis empresas com peso de 10%

Além das mudanças, seis ativos foram mantidos com peso estável de 10% cada: Bradesco (BBDC4), Copel (CPLE3), Gerdau (GGBR4), Klabin (KLBN11), Lojas Renner (LREN3) e Vale (VALE3). A manutenção desses papéis indica confiança da gestora em suas teses de longo prazo.

O Bradesco, concorrente direto do Itaú, também se beneficia do cenário de juros altos, embora tenha apresentado desafios recentes em qualidade de crédito. Copel e Gerdau atuam em setores essenciais — energia elétrica e siderurgia — e possuem fluxos de caixa previsíveis. Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, tem exposição ao dólar e à demanda global.

Lojas Renner, varejista de moda, enfrenta um ambiente competitivo desafiador, mas segue como líder de mercado. Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, depende dos preços do minério de ferro, que podem oscilar conforme a economia chinesa. A fonte não detalhou se houve alteração nos pesos desses ativos, apenas que permaneceram em 10%.

Desempenho em agosto: portfólio recua 1,14%

Em agosto, o portfólio registrou recuo de 1,14%, ante queda de 0,33% do Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa brasileira. O resultado negativo foi influenciado principalmente pelo desempenho fraco de Lojas Renner, que caiu 19,38% no período.

No período, Lojas Renner registrou o pior desempenho, com recuo de 19,38%. Já na ponta positiva, as ações da Cury avançaram 10,47%. A Cury, construtora focada no programa Minha Casa Minha Vida, foi destaque de alta, mas mesmo assim deixou a carteira em setembro.

A discrepância entre a queda da carteira e a do Ibovespa mostra que a seleção de ativos não conseguiu superar o índice no mês passado. A fonte não detalhou se houve mudanças na metodologia de seleção ou se o desempenho influenciou as trocas atuais.

Perspectivas para setembro e análise setorial

Setembro costuma ser um mês de maior volatilidade nos mercados, devido a eventos como a reunião do Copom e a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos. A entrada de Itaú e WEG pode ser vista como uma busca por maior previsibilidade e resiliência.

O setor financeiro, representado por Itaú e Bradesco, tende a se beneficiar de um cenário de juros ainda restritivos, que pressionam as margens com juros. Já o setor elétrico, com WEG e Copel, oferece receitas estáveis e menor sensibilidade ao ciclo econômico. A construção civil, com Cyrela, pode se favorecer de programas habitacionais e da retomada da renda.

A diversificação entre setores — financeiro, elétrico, siderurgia, papel e celulose, varejo, mineração, saúde e construção — reduz o risco específico de cada empresa. A fonte não detalhou se a carteira terá revisão semanal ou apenas mensal, mas a prática comum é de ajustes mensais.

Como investidores podem usar a carteira recomendada

Carteiras recomendadas são ferramentas de apoio à decisão, não recomendações personalizadas. Cada investidor deve avaliar seu perfil de risco, horizonte de tempo e objetivos antes de replicar as sugestões. A diversificação e o acompanhamento periódico são essenciais.

Para quem deseja seguir a carteira da Terra Investimentos, é importante considerar os custos de transação e a tributação. A venda de ações com lucro acima de R$ 20 mil no mês está sujeita a imposto de renda, o que pode impactar a rentabilidade líquida. Além disso, a alocação em renda variável exige tolerância a oscilações.

A fonte não detalhou se a carteira inclui recomendações de stop loss ou alvos de preço. Em geral, casas de análise fornecem relatórios complementares com justificativas e metas. Os investidores podem buscar esses materiais no site da Terra Investimentos ou em plataformas de corretoras parceiras.

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