O maior ataque hacker da história das criptomoedas começou com um ensaio. Enquanto as negociações seguiam normalmente na Binance no meio da semana, hackers rodavam discretamente sequências de código em contas que controlavam na blockchain do Ethereum, movimentando só uns dois dólares por vez. Segundo analistas de cibersegurança, eles estavam testando um programa feito para tomar o controle de contas da maior corretora de cripto do mundo e desviar o conteúdo delas para outro lugar. Pouco depois das 16h de quinta-feira, no horário de Nova York, eles atacaram.
Ensaio discreto precedeu o golpe bilionário
Os invasores utilizaram transações de baixo valor para calibrar o mecanismo de ataque, sem levantar suspeitas imediatas. A movimentação de apenas dois dólares por vez serviu como teste de um programa capaz de assumir o controle de contas na Binance. A fonte não detalhou quantas contas foram usadas nessa fase preparatória. O objetivo era desviar os ativos para endereços controlados pelos criminosos.
Em pouco tempo, os invasores drenaram mais de US$ 6 bilhões de carteiras em pelo menos quatro blockchains diferentes, o que desencadeou um esforço mundial para conter os danos. A rapidez e a escala do ataque surpreenderam especialistas e acionaram protocolos de emergência em várias plataformas.
Alerta em Abu Dhabi e reação da Binance
Yi He, cofundadora e co-CEO da Binance, estava em casa, em Abu Dhabi, quando percebeu pela primeira vez que havia algo errado. A executiva, que está em estágio avançado de gravidez, tinha encerrado o expediente e rolava o X antes de dormir, por volta de 0h30 em Abu Dhabi, 16h30 em Nova York. Publicações na rede social a alertaram sobre o problema.
Às 17h15, a Binance reconheceu publicamente que estava ciente de um “possível problema de segurança” e que investigava os rumores de invasão. A comunicação inicial foi cautelosa, enquanto equipes internas avaliavam a extensão do prejuízo. A fonte não detalhou o conteúdo exato das investigações naquele momento.
Mercado reage e concorrentes se manifestam
Logo, empresas de cripto de todo tipo começaram a inundar as redes sociais para garantir ao público que estavam seguras. Concorrentes da Binance como Kraken, Coinbase e Bybit declararam que não tinham sido afetadas. A movimentação buscou conter o pânico e evitar uma corrida por saques em outras plataformas.
Ele acompanhou os atacantes passando de uma carteira para outra e continuou publicando no X para alertar os usuários. A identidade desse observador não foi revelada nas informações disponíveis. A vigilância em tempo real ajudou a mapear o fluxo dos fundos roubados.
Preocupação com bônus e promessa de reembolso
Enquanto a Binance dizia publicamente, na sexta-feira, que poderia reembolsar com facilidade qualquer prejuízo do ataque, funcionários comentavam entre si, em privado, a dúvida de que receberiam bônus neste ano, segundo pessoas a par do assunto. A divergência entre o discurso oficial e o clima interno gerou incertezas sobre o impacto financeiro de longo prazo.
“Vou continuar otimista de que está tudo bem”, disse Monahan para si mesma. Mas ela sabia que, se as coisas não estivessem bem, estariam muito mal. “É tipo um ataque. Tipo, um bem grande.” A declaração reflete a tensão vivida por analistas e funcionários diante da magnitude do incidente.
Recuperação rápida e resposta oficial
No sábado, a empresa disse que já repôs 90% dos tokens levados pelos hackers e prometeu restabelecer a possibilidade de os clientes sacarem recursos no dia seguinte. A reposição em menos de 48 horas foi apresentada como prova da solidez financeira da corretora. A fonte não detalhou a origem dos fundos usados para o reembolso.
Questionado sobre a preocupação dos funcionários com os bônus, um porta-voz disse que a Binance também não espera nenhum impacto nesse ponto. A resposta busca afastar especulações sobre cortes ou atrasos nas remunerações variáveis. O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.
