Decisão da Aneel surpreende parte do mercado
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), o acionamento da bandeira tarifária amarela para maio. A medida contrariou parte do mercado, que esperava a manutenção da bandeira verde. No entanto, a Terra Investimentos afirma que a decisão já estava em suas premissas.
Desde janeiro, vigorava a bandeira verde, sem custos adicionais. Com a mudança, os consumidores pagarão R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, a decisão se deve ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios das hidrelétricas.
Impacto no IPCA é limitado, segundo Terra
A Terra Investimentos calcula um impacto de 11 pontos-base no IPCA de maio, cuja estimativa é de 0,53%. A expectativa para abril é de 0,67%, e para junho, 0,54%. Para o fim de 2026, a projeção é de 5,2%; para 2027, 4,2%.
Apesar do aumento, a equipe manteve suas projeções para o IPCA após o anúncio, indicando que o impacto já estava precificado.
Perspectiva de bandeiras mais caras no segundo semestre
A Terra Investimentos projeta bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro. A possibilidade de El Niño no segundo semestre, com aumento de temperaturas e redução de chuvas no Norte e Nordeste, reforça a expectativa de bandeiras mais caras.
Além do risco hidrológico (GSF), o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) também contribui para a tendência de alta.
O sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o sistema indica aos consumidores os custos da geração de energia e visa atenuar impactos nos orçamentos das distribuidoras. Com a bandeira amarela, os consumidores já sentem o reflexo das condições hidrológicas desfavoráveis.
A expectativa para os próximos meses é de que as bandeiras continuem subindo, pressionando a inflação. No entanto, a Terra Investimentos mantém suas projeções, indicando que o cenário já estava em suas contas.