Arranha-céus vazios de NY escondem fortunas dos ultrarricos
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O fenômeno dos arranha-céus vazios

Quase metade dos apartamentos nos sete arranha-céus residenciais mais altos de Nova Iorque está atualmente vazia. Essa realidade contrasta com a imagem da cidade que nunca dorme.

Os edifícios, símbolos de luxo e status, tornaram-se investimentos para uma elite global. A maioria das unidades vendidas acabou nas mãos desse grupo seleto.

Muitos proprietários nunca chegam a viver nos imóveis. Os apartamentos permanecem às escuras e desabitados durante grande parte do ano.

Essa situação levanta questões sobre a função social desses espaços na paisagem urbana.

O boom da construção na década de 2010

Transformação do skyline de Nova Iorque

A urbanização da zona onde esses arranha-céus se localizam começou no início da década de 2010. Edifícios emblemáticos marcaram essa nova era:

  • One57
  • 432 Park Avenue
  • 220 Central Park South

A Central Park Tower foi comercializada antes mesmo de estar concluída, demonstrando alta demanda antecipada. Concluída em 2020, é considerada o edifício residencial mais alto do hemisfério ocidental, com mais de 470 metros.

Esse boom transformou radicalmente o perfil da região, atraindo investidores de todo o planeta. O processo reflete uma tendência global de concentração de capital em ativos imobiliários de luxo.

Quem são os proprietários desses imóveis

Figuras do mundo financeiro e empresarial

Entre os proprietários identificáveis, destacam-se personalidades do setor financeiro e empresarial:

  • Ken Griffin: fundador e presidente-executivo da Citadel. Comprou uma penthouse quádrupla recorde por 238 milhões de dólares (200,6 milhões de euros) no 220 Central Park South em 2019.
  • Michael Dell: fundador e presidente-executivo da Dell Technologies. Adquiriu uma penthouse no One57 por 100,5 milhões de dólares (84,7 milhões de euros) em 2014, recorde para a casa mais cara vendida em Nova Iorque na época.

Outros investidores de alto perfil

A lista também inclui:

  • Bill Ackman, da Pershing Square Capital Management
  • Daniel Och, presidente e antigo presidente-executivo da Och-Ziff Capital Management
  • Fawaz Alhokair, magnata saudita do imobiliário
  • Silas Chou, empresário têxtil de Hong Kong
  • Sting, cantor britânico

Para cada proprietário identificável, há dezenas de outros escondidos atrás de estruturas societárias complexas. A fonte não detalhou o número total de proprietários anônimos.

Como as fortunas são ocultadas

Uso de estruturas societárias

Os apartamentos são frequentemente adquiridos através de sociedades de responsabilidade limitada (LLC). Essas estruturas jurídicas podem ocultar a identidade do proprietário.

A prática dificulta o rastreamento dos verdadeiros donos e é comum em transações de alto valor. Permite que investidores mantenham o anonimato em mercados que normalmente exigiriam transparência.

Como resultado, muitos ultra-ricos nunca chegaram a viver nos apartamentos. Utilizam-nos principalmente como reserva de valor, contribuindo para o cenário de unidades permanentemente vazias.

O impacto no tecido urbano

Efeitos na vitalidade dos bairros

A presença de arranha-céus majoritariamente desocupados altera a dinâmica dos bairros onde estão inseridos. Apartamentos que permanecem às escuras e desabitados comprometem a vitalidade das ruas ao redor.

Em vez de moradores que frequentam comércios locais, esses edifícios abrigam ativos imobiliários inertes. A fonte não detalhou os efeitos específicos na economia de bairro.

Debates sobre desigualdade

A concentração de propriedade nas mãos de uma minoria global levanta questões sobre:

  • Desigualdade econômica
  • Acesso à moradia
  • Uso do espaço urbano

Esse fenômeno não é exclusivo de Nova Iorque, mas ganha contornos dramáticos na cidade que simboliza o capitalismo moderno.

Limites do que se sabe até agora

Dados parciais e metodologias

As informações disponíveis sobre a ocupação desses arranha-céus são parciais. Baseiam-se em dados de mercado e registros públicos limitados.

A afirmação de que quase metade dos apartamentos está vazia refere-se especificamente aos sete edifícios residenciais mais altos. Não abrange todo o mercado de luxo de Nova Iorque.

Proprietários anônimos

A lista de proprietários citada é apenas uma amostra. Muitos outros permanecem anônimos devido ao uso de sociedades de responsabilidade limitada.

A fonte não detalhou metodologias exatas para medir a ocupação ou o número total de unidades envolvidas. Os casos de Ken Griffin e Michael Dell são documentados e ilustram o padrão de aquisições recordes.

Esses exemplos ajudam a entender a escala do investimento, mas não esgotam a complexidade do fenômeno.

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