ADRs do Bradesco caem 6% após balanço trimestral
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Queda expressiva após resultados

As ADRs do Bradesco negociadas na bolsa de Nova York registraram queda acentuada após a divulgação do balanço do terceiro trimestre. Os papéis chegaram a despencar mais de 6% no after-market, momento que segue o fechamento regular das negociações.

Por volta das 19h52, contudo, a queda havia se reduzido para 1,99%, indicando certa recuperação no período. Esse movimento ocorre mesmo com a ação tendo disparado 3% na semana que antecedeu o anúncio.

Volatilidade do mercado

A volatilidade reflete a reação do mercado aos números apresentados pelo banco, que combinam aspectos positivos e preocupações.

Lucro bilionário no trimestre

O Bradesco reportou lucro de R$ 6,2 bilhões no terceiro trimestre, um valor expressivo que, em tese, poderia sustentar otimismo. A margem financeira da instituição também subiu, sinalizando eficiência nas operações principais.

Retorno sobre patrimônio

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) ficou estável no período, com variação de apenas 0,1 ponto percentual, para 14,7%. No comparativo anual, o ROE mostrou alta de 2,3 pontos percentuais, indicando melhora no desempenho ao longo do ano.

Entretanto, a média de quatro analistas consultados pelo Money Times apontava expectativa de ROE de 14,85%, ligeiramente acima do realizado. Essa pequena diferença pode ter contribuído para a desvalorização das ações.

Aumento nas provisões para crédito

Um dos pontos que chamou atenção foi o crescimento nas despesas com PDD (provisão para devedores duvidosos). O banco elevou esses gastos em 20% no ano e em 5,1% especificamente no trimestre.

Impacto nas despesas

No total, as despesas com PDD atingiram R$ 8,5 bilhões, valor significativo que impacta diretamente os resultados. Segundo as informações disponíveis, o movimento ocorre especialmente em segmentos mais vulneráveis, como o agronegócio.

Esse aumento reflete uma postura mais cautelosa do banco em relação a possíveis calotes, o que pode sinalizar preocupação com a qualidade da carteira de crédito. Analistas costumam monitorar de perto esse indicador para avaliar riscos futuros.

Perspectivas de especialistas

Hugo Queiroz, gestor da L4 Capital, e Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, são nomes que acompanham o setor. A fonte não detalhou suas opiniões específicas sobre os resultados.

Avaliação do mercado

Em geral, profissionais do mercado avaliam tanto os números absolutos quanto o alinhamento com as expectativas. Neste caso, a combinação de lucro robusto com elevação nas provisões e ROE abaixo do esperado parece ter pesado na avaliação.

A volatilidade das ADRs após o balanço sugere que os investidores ainda digerem as informações, equilibrando aspectos positivos e negativos. O desempenho futuro dependerá de como o banco gerirá esses desafios.

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