Açúcar bruto recua após máxima de 16 meses; café cai
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Os contratos futuros do açúcar bruto recuaram em relação às máximas de 16 meses nesta sexta-feira, encerrando a semana com ganhos apenas marginais, enquanto o café arábica oscilou próximo às mínimas de 10 semanas, em meio a sinais de que os estoques na bolsa ICE devem aumentar. O contrato de açúcar bruto fechou em queda de 0,58 centavo, ou 3,1%, a 18,15 centavos por libra-peso, após atingir uma máxima de 16 meses de 18,88 centavos na quinta-feira. O mercado registrou alta de 0,4% na semana.

Açúcar bruto perde força após pico

O contrato de açúcar bruto fechou em queda de 0,58 centavo, ou 3,1%, a 18,15 centavos por libra-peso, após atingir uma máxima de 16 meses de 18,88 centavos na quinta-feira. O mercado registrou alta de 0,4% na semana. Apesar da realização de lucros, o desempenho semanal permaneceu positivo, refletindo um equilíbrio entre fundamentos e movimentos técnicos.

Os preços do petróleo caíram na sexta-feira, mas mantiveram-se a caminho de fechar acima de US$ 100 o barril pela primeira vez em quase 4 meses. A relação entre petróleo e açúcar é relevante, pois o etanol de cana compete com a gasolina no Brasil, influenciando a destinação da matéria-prima.

A produção de açúcar na Tailândia, o segundo maior exportador mundial da commodity depois do Brasil, deve cair 12,5%, para 10,5 milhões de toneladas métricas, na safra de 2026/27, segundo um representante do setor. Essa perspectiva de oferta mais restrita pode dar suporte aos preços no médio prazo.

As chuvas prejudicaram a colheita no Brasil nesta semana, e as previsões para os próximos dias são mistas. O clima no principal produtor global segue como fator de volatilidade para o mercado.

O preço do açúcar branco caiu 2,8%, para US$523,10 por tonelada. A queda no açúcar refinado acompanhou o movimento do bruto, com os investidores ajustando posições após o rali recente.

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Café arábica oscila perto da mínima

O café arábica fechou com queda de 2,45 centavos, ou 0,9%, a US$2,857 por libra-peso, após atingir na quinta-feira a menor cotação em 10 semanas, de US$2,8210. O mercado registrou perda de 3,3% na semana. A pressão vem da expectativa de aumento nos estoques certificados pela ICE.

Os operadores planejam entregar volumes significativos de café arábica do Brasil, maior produtor mundial, aos armazéns da bolsa ICE, onde os estoques caíram para os níveis mais baixos em 26 anos e impulsionaram os preços, segundo disseram corretores, intermediários e analistas a par do assunto. Essa movimentação pode aliviar a escassez que sustentou as cotações.

O Brasil, maior produtor mundial, exportou um volume recorde de café verde para o mês de agosto, despachando 3,82 milhões de sacas de grãos verdes, um salto de 31,7% em relação ao ano passado, informou o grupo setorial Cecafé. O fluxo intenso de embarques reflete a colheita robusta e a demanda global aquecida.

A safra deste ano no Brasil está quase concluída, e o foco está se voltando para as perspectivas da safra de 2027, que teve um bom início, com chuvas abundantes favorecendo a floração. As condições iniciais positivas podem influenciar as expectativas de oferta futura.

“O mercado pode estar sobrevendido no curto prazo, mas também rompeu para baixo a faixa de negociação de dois meses, o que aponta para 240,85, mais 40 centavos abaixo do nível atual”, afirmou a corretora ADMIS. A análise técnica sugere espaço para novas quedas no curto prazo.

O café robusta caiu 0,8%, para US$3.525 a tonelada, embora tenha registrado um ganho de 3% na semana. O desempenho semanal positivo do robusta contrasta com a fraqueza do arábica, refletindo dinâmicas distintas de oferta e demanda.

Cacau consolida após máxima anual

O cacau em Londres fechou em baixa de £14, ou 0,3%, a £4.330 por tonelada. Ele registrou queda de 4% na semana. O mercado está se consolidando após atingir uma máxima de quase um ano no início deste mês.

A ADMIS observou que os principais produtores, como a Costa do Marfim e algumas regiões de Gana, receberam chuvas oportunas nos últimos dias. As precipitações beneficiam o desenvolvimento das lavouras e podem pressionar os preços no curto prazo.

O cacau de Nova York ficou praticamente inalterado, em US$5.961 por tonelada. O mercado registrou queda de 4% na semana. A estabilidade relativa indica um compasso de espera após a volatilidade recente.

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