Acordo UE-Mercosul: Paraguai é logo ali para empresas brasileiras
Crédito: neofeed.com.br
Crédito: <a href="https://neofeed.com.br/economia/com-acordo-ue-mercosul-o-paraguai-e-logo-ali-para-empresas-brasileiras/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">neofeed.com.br</a>

O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, ainda em fase de ratificação, promete encurtar distâncias para empresas brasileiras que miram o mercado europeu. Com a redução de barreiras tarifárias, o Paraguai surge como uma alternativa estratégica para produção e exportação, especialmente para setores como têxtil, calçadista e químico. A proximidade geográfica e as vantagens fiscais paraguaias tornam o país vizinho uma opção atrativa para companhias que buscam competitividade.

Vantagens tributárias no Paraguai

No Paraguai, mesmo fora da Lei de Maquila, a alíquota máxima não ultrapassa 30% na soma desses tributos. Em contraste, no Brasil, apenas o imposto de renda da pessoa jurídica pode chegar a 34%, sem considerar tributos sobre consumo. Essa diferença tributária é um dos fatores que levam empresas brasileiras a considerar a instalação de unidades produtivas no país vizinho.

Setores mais beneficiados

Os setores mais beneficiados pelo acordo são têxtil, calçadista, iluminação, manufatura leve, produtos químicos e metalurgia. Esses setores estão entre os que terão tarifa zero imediata na UE. Atualmente, o Brasil representa cerca de 9% das importações globais; com o acordo, o número de importações brasileiras pode saltar para mais de 37%.

Casos de empresas brasileiras no Paraguai

Be8: biorrefinaria para biocombustíveis avançados

A Be8, empresa brasileira de biocombustíveis avançados, instalou no Paraguai uma das maiores biorrefinarias da América Latina, a Omega Green. A planta em Villeta vai produzir HVO (diesel verde) e SAF (combustível sustentável de aviação) majoritariamente para a Europa.

Lupo: produção têxtil com foco em eficiência

A Lupo, fabricante de meias e roupas, tem unidade industrial no Paraguai concebida para produção de produtos básicos, com foco em redução de custos e eficiência. Segundo Carlos Mazzeu, diretor superintendente da Lupo, não há plano imediato de utilizar a unidade paraguaia como plataforma de exportação para o mercado europeu.

Estrela: experiência com maquila não se viabilizou

A Estrela, tradicional fabricante de brinquedos, instalou uma fábrica em Hernandarias em 2014, sob o regime de maquila, produzindo brinquedos plásticos para exportação ao Brasil. Contudo, a operação da Estrela no Paraguai não se viabilizou.

Condor: produção focada no Mercosul

A Condor, com produção anual de 205 milhões de produtos e faturamento de R$ 1 bilhão, conta com 1.700 funcionários em suas sete plantas. Suas exportações são pequenas, mais voltadas para países do Mercosul.

Desafios para alcançar a Europa

Mirar o mercado europeu requer planejamento cuidadoso, de médio prazo, para analisar custos e formar rede de clientes. A competição com a indústria asiática para atuar na Europa é um desafio complexo. Empresas chinesas e do Vietnã criaram um ecossistema voltado para exportação. A Europa é metade do caminho entre Brasil e Ásia, o que torna a logística um ponto crítico.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
+ 70 = 71


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários