O advogado da eurodeputada Rima Hassan, Vincent Brengarth, negou publicamente que sua cliente tenha posse ou consumo de drogas. A declaração ocorre após a detenção policial da parlamentar na quinta-feira, em Paris.
A defesa rejeitou alegações de estupefacientes, afirmando que se tratava de CBD – produto legal na França. Brengarth também destacou violações processuais durante o caso.
Detenção e acusações iniciais
Na quinta-feira, Rima Hassan foi ouvida pela polícia judiciária de Paris sob acusação de “apologia do terrorismo cometido online”. A investigação partiu do Centro Nacional de Luta contra o Ódio em Linha (PNLH).
O caso analisa um tweet que fazia referência a um dos autores do atentado de 1972 no aeroporto de Telavive. Inicialmente, a prisão foi por “apologia do terrorismo”, mas foi depois reclassificada – a fonte não detalha a nova classificação.
O julgamento está marcado para 7 de julho, perante o tribunal penal, conforme anunciou o Ministério Público.
Críticas às violações processuais
Fugas de informação
Vincent Brengarth sublinhou que sua cliente estava em detenção policial, não em audiência livre. Ele classificou a situação como de “extraordinária gravidade”, citando “a intensidade das violações dos direitos de Rima Hassan”.
O advogado lamentou vazamentos de informação para a imprensa sobre quantidade e natureza das substâncias. Segundo ele, esses vazamentos contribuíram para tensões que atingiram “o seu clímax com as repetidas violações do segredo de justiça”.
Negativa sobre drogas e CBD
Exame de urina e transparência
O advogado abordou a “suposta descoberta de elementos assimilados a estupefacientes” noticiada pela mídia. Ele afirmou que Rima Hassan não consome drogas e que “O exame de urina confirma que não houve consumo de drogas ou estupefacientes”.
Rima Hassan admitiu rapidamente que se tratava de CBD, produto legal na França. Ela afirmou que o CBD “não é um estupefaciente nem um psicotrópico”.
A eurodeputada forneceu localização e endereço precisos do local onde comprou o CBD, demonstrando transparência sobre a origem.
Alegações de fabricação processual
Na opinião do advogado, as autoridades judiciais “fabricaram o processo para justificar a prisão preventiva em flagrante delito”. Ele acrescentou que o objetivo seria “tentar derrotar a aplicação da imunidade parlamentar”.
Brengarth afirmou que sua cliente “sabia perfeitamente que iria ser revistada e inventariada”, indicando que não houve tentativa de ocultação. Ele reforçou: “Não houve encobrimento nenhum”, rejeitando qualquer sugestão de má-fé.
Repercussões e pedidos de sanção
Críticas ao Ministério do Interior
O advogado declarou: “Esperamos que as pessoas que divulgaram esta informação sejam condenadas e que sejam aplicadas sanções administrativas”.
Ele também afirmou: “consideramos que o Ministério do Interior falhou ao permitir que esta informação fosse divulgada”. As declarações refletem preocupação com a integridade do processo e proteção dos direitos da eurodeputada.
