Lula promete governar com Congresso que não escolheu
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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em discurso após a confirmação de sua vitória no segundo turno, que terá de governar com um Congresso que não escolheu. A declaração foi feita em um pronunciamento no qual agradeceu aos eleitores, criticou a disseminação de mentiras durante a campanha e prometeu regular as plataformas digitais. O evento ocorreu na noite de domingo, logo após o anúncio do resultado oficial.

“Tenho que agradecer aos que coordenaram a campanha, ao povo brasileiro e à generosidade da juventude brasileira que foram para as ruas e às pessoas idosas. Conseguimos convencê-las que o voto é importante para a democracia”, disse. A fala destacou o papel de diferentes gerações na mobilização que levou à sua eleição, em um pleito marcado por forte polarização.

Lula também reforçou que o Brasil não aceita ser tratado como quintal de ninguém, em referência a interferências externas no processo eleitoral. Ele afirmou que houve “intromissão que veio de fora para dentro” por meio de plataformas digitais e prometeu regulá-las. “O crime do mundo digital tem de ser tratado como o crime da vida real”, declarou, sem especificar quais medidas serão adotadas.

Derrota do negacionismo e da mentira

O presidente eleito classificou o resultado das urnas como uma vitória contra a desinformação. Segundo ele, a eleição brasileira “foi derrota do negacionismo e da mentira. Nunca pensei em me deparar com representante do milicianismo desse País, que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez como se não tivesse uma célula de humanismo”, afirmou, sem citar o nome do adversário. A crítica foi direcionada ao que chamou de uso sistemático de notícias falsas durante a campanha.

Lula não detalhou quais episódios específicos motivaram a declaração, mas reforçou que a propagação de conteúdos enganosos foi um dos principais desafios do pleito. A fonte não detalhou se haverá ações judiciais ou administrativas contra os responsáveis pela disseminação dessas informações. A promessa de regulamentação das plataformas, no entanto, indica que o tema deve entrar na agenda do novo governo.

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Papel de Janones e do Exército do Lula

Principal estrela na virada do segundo turno, o deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que criou o “Exército do Lula” com quase 11 milhões de seguidores no WhatsApp, ganhou minutos de elogio de Lula no discurso. O presidente eleito reconheceu a importância da mobilização digital para ampliar o alcance da campanha, especialmente entre os eleitores mais jovens.

A atuação de Janones foi citada como exemplo de engajamento voluntário, sem que Lula tenha mencionado valores ou detalhes da estrutura da operação. A fonte não detalhou se o deputado terá algum cargo no futuro governo, mas a menção pública sinaliza proximidade política. O agradecimento também se estendeu a outros coordenadores de campanha, cujos nomes não foram citados no discurso.

Governar para 215 milhões de brasileiros

Lula afirmou ainda que terá de governar para 215 milhões de brasileiros, mesmo com o país dividido, e para todas as idades, classes e religiões. A declaração busca sinalizar que o novo mandato não será pautado por revanchismo ou exclusão de grupos que apoiaram o adversário. O presidente eleito reconheceu a necessidade de diálogo com setores que não votaram nele.

O discurso não apresentou propostas concretas para a reconciliação nacional, mas reforçou o compromisso de atender a demandas de diferentes segmentos da sociedade. A fonte não detalhou como será a relação com o Congresso, que terá maioria de partidos de centro e direita. Lula deverá negociar apoio parlamentar para aprovar sua agenda econômica e social.

Compromisso com tranquilidade e paz

O presidente, que completa 81 anos na quarta-feira (27), assumiu o compromisso de fazer o melhor mandato que um presidente já fez para um “país que as pessoas saibam que vão dormir e acordar com tranquilidade e para devolver às mulheres a tranquilidade e a paz que precisam”. A frase foi interpretada como uma referência à violência doméstica e à insegurança que afetam especialmente as mulheres.

Lula não apresentou números ou políticas específicas para a área de segurança pública, mas o tom do discurso indicou prioridade para ações de proteção social. A fonte não detalhou se haverá aumento de investimentos em programas de combate à violência de gênero. O compromisso com a tranquilidade também foi estendido a todas as famílias brasileiras, independentemente de orientação política.

O discurso de vitória durou cerca de 30 minutos e foi transmitido ao vivo pelas redes sociais do presidente eleito. Lula estava acompanhado de aliados políticos e da esposa, Rosângela da Silva, a Janja. A posse está marcada para 1º de janeiro de 2023, quando o novo governo assumirá oficialmente.

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