Quaest: Flávio Bolsonaro e Lula seguem empatados
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A mais recente pesquisa Quaest para o segundo turno da eleição presidencial de 2026, divulgada neste sábado (24), indica um cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do PL aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o petista registra 45%. Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois postulantes estão tecnicamente empatados na disputa pelo Palácio do Planalto.

O levantamento também revela que 9% dos eleitores pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 8% ainda se declaram indecisos ou preferiram não responder. Esses números reforçam a estabilidade do quadro eleitoral, com pouca variação em relação à pesquisa anterior da Quaest, realizada na quarta-feira (21), quando Flávio Bolsonaro tinha 45% e Lula, 44%.

Empate técnico persiste no segundo turno

O empate técnico é confirmado pela margem de erro de 2 pontos percentuais, estipulada pela pesquisa. Com esse intervalo, Flávio Bolsonaro poderia oscilar entre 44% e 48%, enquanto Lula ficaria entre 43% e 47%. Dessa forma, não é possível afirmar que um candidato esteja à frente do outro neste momento.

Na pesquisa anterior, divulgada na quarta-feira (21), o candidato do PL tinha 45% das intenções de voto, e o líder petista aparecia com 44%. A variação de um ponto percentual para ambos está dentro da margem de erro, indicando estabilidade no cenário. Nos votos válidos, que excluem brancos e nulos, Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49%, mantendo também um empate técnico.

Essa estabilidade sugere que o eleitorado está consolidando suas escolhas, com pouca margem para mudanças significativas na reta final da campanha.

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Decisão de voto está consolidada

Um dado relevante da pesquisa é o alto grau de consolidação do voto: 92% dos eleitores afirmam que sua decisão está tomada e não mudará até o dia da eleição. Apenas 8% ainda admitem a possibilidade de alterar o voto. Esse percentual reduzido de indecisos e voláteis limita o espaço para reviravoltas no cenário.

A consolidação do voto é um indicador importante para as campanhas, pois sinaliza que os esforços de comunicação e mobilização devem se concentrar em um grupo menor de eleitores. A pesquisa não detalhou o perfil desses 8% que ainda podem mudar de ideia, mas o número é considerado baixo em comparação com eleições anteriores.

Com a maioria dos votos já definida, a disputa se concentra em evitar perdas e conquistar os eleitores ainda indecisos ou propensos a mudar.

Pesquisa espontânea e rejeição

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores citam seus candidatos sem uma lista prévia, Flávio Bolsonaro foi mencionado por 44% e Lula por 42%. Outros 7% declararam voto em branco, nulo ou que não irão votar, e 7% se disseram indecisos. Esses números são próximos aos da pesquisa estimulada, reforçando a consistência do quadro.

A rejeição aos candidatos também foi medida: a rejeição a Lula se manteve em 47% de todo o eleitorado brasileiro, enquanto a de Flávio Bolsonaro caiu de 52% para 49%. A queda na rejeição do candidato do PL pode ser um fator relevante para o desempenho no segundo turno, embora a pesquisa não detalhe as razões dessa variação.

A rejeição é um componente crítico em eleições de segundo turno, pois os eleitores muitas vezes optam pelo candidato que consideram menos pior. A redução da rejeição de Flávio Bolsonaro pode indicar uma melhora em sua imagem junto ao eleitorado.

Comparativo com o primeiro turno

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.104.503 votos. Lula, por sua vez, alcançou 45,16%, com 53.879.538 votos. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, um resultado que já apontava para uma disputa acirrada no segundo turno.

Os números atuais da pesquisa Quaest mostram uma leve redução na vantagem de Flávio Bolsonaro em relação ao primeiro turno, mas dentro da margem de erro. Isso indica que o eleitorado que votou em outros candidatos no primeiro turno está se dividindo entre os dois finalistas, sem uma migração clara para um lado.

A pesquisa não detalha como os votos de candidatos derrotados no primeiro turno estão sendo distribuídos, mas o empate técnico sugere que nenhum dos dois conseguiu atrair uma fatia decisiva desse eleitorado.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Quaest foi realizada presencialmente com 3.702 eleitores maiores de 16 anos entre sexta-feira (23) e este sábado (24), nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09158/2026.

A coleta presencial é considerada mais robusta em comparação com pesquisas telefônicas, pois permite alcançar uma amostra mais diversificada da população. O tamanho da amostra, com mais de 3.700 entrevistados, também contribui para a precisão dos resultados.

Com a eleição se aproximando, novas pesquisas devem ser divulgadas, mas o cenário de empate técnico tende a se manter, dada a consolidação do voto e a estabilidade dos números.

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