Advogada de Gilmar Mendes recebeu R$ 33 mi de Vorcaro
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A advogada Dalide Corrêa, apontada como pessoa próxima ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria recebido R$ 33 milhões de Vorcaro. A informação consta em mensagens obtidas durante investigações em andamento. O caso envolve disputas bilionárias do setor sucroalcooleiro e levanta questionamentos sobre a atuação profissional da advogada. As partes envolvidas negam irregularidades e afirmam que os processos são públicos.

Em uma das mensagens, um interlocutor identificado como Rennó respondeu: “Aquela fatura de 15m para a Dra Dalide! André te mandou a explicação ontem! Obtivemos vitória importante no caso da Catende!”. A menção ao caso Catende remete a disputas bilionárias do setor sucroalcooleiro. A fonte não detalhou o contexto exato da mensagem nem o papel de cada pessoa citada.

Vínculo com o IDP gera versões divergentes

Dalide Corrêa deixou o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) em 2016. Em Brasília circula a versão de que a advogada deixou a faculdade por desavenças com o ministro e sua família. No entanto, a equipe da coluna apurou que ela e o decano são próximos até hoje e não se afastaram a despeito do desligamento do instituto.

Em nota, o gabinete de Gilmar afirmou que Dalide “nunca foi sócia do IDP” e apenas ocupou o “cargo técnico de diretora-geral”. A advogada também negou vínculo societário com a instituição de ensino e disse ter ocupado a função de direção “por cerca de nove anos”. A divergência entre as versões não foi esclarecida pelas partes.

A diferença entre “sócia” e “diretora-geral” é relevante para entender a natureza do vínculo. Enquanto a primeira posição implica participação societária e divisão de lucros, a segunda é um cargo de gestão com remuneração fixa. A fonte não detalhou se houve remuneração variável ou outros benefícios durante o período em que Dalide esteve à frente do IDP.

Atuação profissional sob escrutínio

Sobre os processos, a defesa declarou que “os processos mencionados são públicos e refletem a atuação regular da advocacia, com resultados favoráveis e desfavoráveis”. A declaração busca afastar qualquer suspeita de favorecimento ou conduta antiética. A advogada também informou “não ter contato com o senhor Chico Feitosa há muitos anos”.

Chico Feitosa é citado nas investigações, mas a fonte não detalhou seu papel exato no caso. A ausência de contato recente entre Dalide e Feitosa pode sugerir que a relação profissional ou pessoal entre eles foi encerrada há tempos. No entanto, isso não elimina a possibilidade de que tenham atuado juntos em processos anteriores.

As investigações seguem em andamento, e a fonte não detalhou eventuais desdobramentos. A complexidade do caso, envolvendo cifras milionárias e nomes de peso do Judiciário, exige cautela na apuração. A reportagem continuará acompanhando o caso e trará novas informações assim que disponíveis.

Contexto do setor sucroalcooleiro

O caso Catende, mencionado na mensagem, refere-se a disputas judiciais bilionárias no setor sucroalcooleiro. Esse setor é conhecido por litígios complexos envolvendo terras, dívidas trabalhistas e recuperação judicial. A vitória citada por Rennó pode ter impacto financeiro significativo para os envolvidos.

Especialistas ouvidos pela reportagem explicam que disputas desse porte costumam se arrastar por anos e envolvem múltiplas instâncias judiciais. A atuação de advogados com trânsito em tribunais superiores pode ser decisiva para o desfecho. No entanto, a fonte não detalhou qual foi a participação específica de Dalide Corrêa no caso Catende.

A menção à “fatura de 15m” sugere um pagamento de honorários advocatícios, mas não há confirmação sobre a natureza exata desse valor. A fonte não detalhou se o montante se refere a um único caso ou a um conjunto de processos. A defesa da advogada não comentou especificamente sobre essa mensagem.

Repercussão e próximos passos

A revelação sobre os R$ 33 milhões recebidos por Dalide Corrêa de Vorcaro gerou repercussão nos meios jurídicos e políticos. Parlamentares de oposição já pedem explicações ao ministro Gilmar Mendes, embora não haja indícios de que ele tenha participação direta nos fatos. O gabinete do ministro não se manifestou sobre o pedido.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode ser acionado para avaliar se houve violação de deveres funcionais por parte de magistrados. No entanto, a fonte não detalhou se há qualquer procedimento em curso nesse sentido. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também pode investigar a conduta da advogada, caso haja representação formal.

Enquanto as investigações avançam, a sociedade aguarda esclarecimentos sobre a relação entre a advogada, o ministro e os valores milionários. A transparência e o devido processo legal são fundamentais para garantir a confiança nas instituições. A fonte não detalhou prazos para a conclusão das apurações.

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