O novo filme de Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, chega aos cinemas com a promessa de ser o mais impactante da franquia. A produção tenta trazer o melhor do survival horror dos videogames para as telonas, mas nem tudo sai como o esperado. A seguir, listamos os principais erros e acertos do longa, com base na análise do Canaltech.
Acerto: um filme ‘jogável’
Um dos destaques da obra é que o espectador enxerga o quanto deseja jogá-la enquanto assiste. Em diversos momentos, as cenas poderiam facilmente ser de algum título clássico da série, e a fidelidade surge de forma encantadora. A porta que range, as cenas com câmera por cima do ombro e a exploração de cenários remetem diretamente à experiência dos consoles e PCs. Nem Doom: A Porta do Inferno (2005) acertou tanto nesse conceito. Essa abordagem é um dos grandes méritos do filme.
Erro: distanciamento excessivo dos jogos
A produção optou por se afastar da franquia da Capcom, sem trazer seus grandes heróis e elementos para o longa. Exceto por algumas referências, o fã não verá nenhum arco saído diretamente dos videogames. Essa iniciativa já foi tentada duas vezes no passado, com críticas negativas e até fracasso comercial. Bater na mesma tecla seria um grande erro, mas o distanciamento pode ter ido longe demais. A ausência de locais icônicos como a delegacia ou a torre de relógio de Raccoon City desapontará muitos fãs.
Acerto: protagonista comum e realista
Sem grandes heróis como Leon e Jill, a inserção de Bryan é fundamental. Ele é um cara comum, totalmente inepto a tarefas que exigem bom condicionamento físico — até mesmo atirar é um desafio. Essa escolha aproxima o público da vulnerabilidade do personagem, algo raro em adaptações de games. A atuação de Austin Abrams reforça essa humanidade. O resultado é uma jornada mais crível dentro do horror.
Erro: marketing que afastou o público
Toda a campanha de marketing cometeu um grande erro ao vender o longa como algo distante dos jogos. Muitos espectadores nem quiseram saber de sua história por causa disso. A turnê do diretor Zach Cregger e do ator Austin Abrams foi quase um desastre. A estratégia afastou justamente o público que poderia abraçar a produção. A fonte não detalhou os bastidores dessa decisão.
Acerto: fidelidade visual e atmosférica
O nível de carinho foi enorme em áreas como fotografia, trilha sonora, iluminação e figurino. Esses elementos trazem um brilho colossal para uma marca que muitos já desistiram de ver bem adaptada. A direção de Cregger, fã dos jogos, se preocupou com diversos detalhes enquanto depositava sua expertise em filmes de terror. O resultado é uma imersão que remete aos clássicos do survival horror. A atmosfera é um dos pontos altos da produção.
Erro: final ‘galhofa’
Por mais que a obra acerte em diversos detalhes, optar por um final ‘galhofa’ pode render críticas negativas do público. A conclusão não corresponde ao tom sério e urgente do restante do filme. A fonte não forneceu spoilers, mas alertou para não esperar muito do desfecho. Essa escolha pode comprometer a experiência de quem busca uma narrativa coesa. A decisão parece ter vindo de interferências do estúdio ou perda de mão do diretor.
Acerto: visão única do diretor
O caminho que Cregger escolheu para a produção é um dos grandes acertos que Resident Evil poderia presenciar. Como fã dos jogos, ele depositou sua expertise em filmes de terror para criar algo único. No entanto, o cineasta já garantiu que esta foi sua tentativa de trabalhar com uma grande franquia, algo que não deseja repetir. Na prática, isso significa que ele deve abandonar Bryan na sarjeta depois. Ainda assim, sua visão eleva o filme acima das adaptações anteriores.
Erro: falta de referências diretas
A passagem de Bryan pela cidade não cobre locais ‘turísticos’ como a delegacia ou a torre de relógio. O único lugar que o espectador reconhecerá será o hospital, que marcou RE3: Nemesis (1999) e RE Outbreak (2003). Ou seja, não espere referências tão diretas assim. Para fãs que aguardam easter eggs e cenários clássicos, a ausência é sentida. A produção optou por uma abordagem mais contida, o que pode frustrar parte do público.
Fonte
- canaltech.com.br
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