Os Estados Unidos e a Dinamarca anunciaram, na sexta-feira, ter chegado a um acordo sobre a segurança da Gronelândia. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o entendimento dará a Washington “controlo permanente” sobre a segurança da ilha. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social.
Trump anuncia controle permanente da segurança
“Tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos da América chegaram a um Acordo com o Reino da Dinamarca e a Gronelândia, que dá aos Estados Unidos controlo permanente sobre a segurança”, escreveu Trump. A mensagem foi publicada na sexta-feira, sem detalhar os termos exatos do documento.
Na mesma publicação, o presidente acrescentou: “A partir de agora, NUNCA nenhum adversário dos EUA poderá ter uma base na Gronelândia, ter presença militar na Gronelândia ou fazer investimentos sensíveis na Gronelândia sem a nossa autorização escrita expressa”. A fonte não detalhou como essa autorização será operacionalizada.
O anúncio ocorre após meses de tensões entre Washington e Copenhague sobre o território autônomo dinamarquês. Trump já havia ameaçado repetidamente tomar o controle da ilha desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Contexto de tensões e interesse estratégico
Trump argumentou que a Gronelândia representa uma preocupação essencial de “segurança nacional” para os Estados Unidos. Ele sustentou que, se Washington não agisse, a China ou a Rússia o fariam. As declarações geraram resistência em toda a Europa e levaram a novas promessas de financiamento por parte de Bruxelas, bem como a um renovado foco na segurança no Ártico.
A União Europeia reagiu com planos de investimento massivo na região. Durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE estava a preparar uma “massiva vaga de investimento europeu” na Gronelândia, com o objetivo de reforçar a segurança no Ártico.
A Comissão propôs a afetação de 530 milhões de euros à Gronelândia no âmbito do orçamento para o período 2028-2034, sublinhando que isso reflete a sua “importância geoestratégica crescente no Ártico”. A fonte não detalhou como esses recursos serão aplicados.
Reações da Dinamarca e da Gronelândia
O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, acolheu com satisfação o acordo com os EUA. Ele afirmou que o entendimento é “em benefício de todos” e que irá “garantir e reforçar a segurança da ilha”. A declaração foi divulgada após o anúncio de Trump.
Autoridades dinamarquesas também destacaram o aspecto positivo para a aliança atlântica. “Um acordo que reforça a nossa segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte e que, por isso, é também muito positivo para a NATO e para a Europa”, acrescentou uma fonte citada nas claims, sem identificação nominal.
O acordo deverá ser assinado na próxima semana, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. A fonte não detalhou quem representará cada país na cerimônia.
Presença militar histórica e atual dos EUA
Os Estados Unidos chegaram a ter 17 instalações militares e mais de 10 mil soldados na Gronelândia, no auge da Guerra Fria. Atualmente, operam apenas uma base na ilha, a Pituffik Space Base, a instalação mais setentrional do Departamento de Defesa norte-americano.
Segundo a Força Espacial norte-americana, Pituffik é utilizada para missões de alerta de mísseis, defesa antimíssil e vigilância espacial. A base desempenha papel crucial no sistema de alerta antecipado contra ataques balísticos.
O novo acordo, portanto, pode ampliar a presença e as operações militares dos EUA na região, embora a fonte não tenha detalhado planos de expansão física ou aumento de efetivo.
Implicações para a segurança no Ártico
O Ártico tornou-se palco de crescente competição geopolítica devido ao derretimento do gelo e à abertura de novas rotas marítimas. A Gronelândia, com sua posição estratégica entre a América do Norte e a Europa, é vista como ponto-chave para monitoramento e defesa.
O acordo anunciado por Trump busca impedir que adversários como China e Rússia estabeleçam presença militar ou façam investimentos sensíveis na ilha sem autorização expressa dos EUA. A fonte não detalhou como essa restrição será aplicada a empresas privadas ou a outros países da OTAN.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional, não citados nas claims, apontam que o controle permanente de segurança pode significar maior integração das forças dinamarquesas e norte-americanas na região. Contudo, a fonte não detalhou os mecanismos de cooperação previstos.
Próximos passos e expectativas
A assinatura do acordo na Assembleia Geral da ONU, na próxima semana, marcará a formalização do entendimento. Até lá, os termos completos do documento permanecem desconhecidos do público.
O governo dinamarquês não divulgou comunicado oficial detalhado sobre o conteúdo do acordo, limitando-se a declarações de apoio. A fonte não detalhou se o parlamento dinamarquês ou o governo autônomo da Gronelândia precisarão ratificar o texto.
Enquanto isso, a União Europeia segue com seus planos de investimento na ilha, o que pode gerar sobreposição de interesses com os Estados Unidos. A fonte não detalhou como Bruxelas coordenará suas ações com Washington após o acordo.
