IPO da Shein avalia empresa em US$ 26,5 bilhões
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A Shein, gigante do comércio eletrônico de moda, avalia seu IPO em Hong Kong em US$ 26,5 bilhões, segundo fontes. A oferta marca a primeira listagem da varejista após tentativas anteriores em Nova York e Londres. Apesar do apoio de investidores-âncora, a demanda de investidores de varejo não foi excessivamente forte, conforme relatos de analistas. Dessa forma, a operação é acompanhada de perto pelo mercado, que busca avaliar o apetite por novos negócios na praça asiática. Além disso, Hong Kong, um dos principais centros financeiros da Ásia, tornou-se o destino escolhido após impasses em outras bolsas. Portanto, a expectativa é de que a listagem ajude a empresa a financiar sua próxima fase de expansão.

Demanda de varejo é moderada

Segundo Alvin Cheung, diretor associado da corretora de valores de Hong Kong Prudential Brokerage, a demanda dos investidores de varejo pelas ações da Shein não foi excessivamente forte. Cheung afirmou que o entusiasmo por novas listagens enfraqueceu na bolsa de Hong Kong após uma correção no mercado asiático em julho. Além disso, as perspectivas de crescimento da Shein também estão sendo questionadas por investidores e analistas em meio ao aumento dos custos e à crescente concorrência online. “A Shein não abriu capital em Hong Kong quando estava no auge; por que deveríamos comprá-las agora [que o crescimento está em declínio]?”, indagou o analista. Dessa forma, esse cenário ajuda a explicar os desafios que a companhia enfrenta na oferta, especialmente diante do comportamento mais seletivo de investidores individuais. A declaração foi feita, ademais, em meio a um cenário de aversão ao risco após a correção de julho, quando índices asiáticos recuaram.

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Trajetória de tentativas e pressões

O IPO em Hong Kong vem após tentativas nos últimos quatro anos de abrir capital em Nova York e Londres. Por exemplo, a Shein, conhecida por vender vestidos de US$ 5 e jeans de US$ 10 em cerca de 160 países, enfrentou desafios regulatórios e pressões comerciais em seus principais mercados nos Estados Unidos e na Europa. Dessa forma, essas dificuldades anteriores agora se somam a um ambiente de maior cautela entre investidores de varejo. Ademais, mesmo com o apelo de preços baixos, a empresa enfrenta um ambiente regulatório e comercial mais rígido, o que é apontado como obstáculo para sua expansão global. Contudo, a empresa não detalhou as medidas para mitigar esses desafios.

Âncoras garantem US$ 383 milhões

Investidores-âncora, liderados pelos acionistas atuais Boyu Capital, Tiger Global e General Atlantic, subscreveram cerca de US$ 383 milhões em ações, segundo o prospecto da empresa. Isto é, o prospecto é o documento oficial da oferta, que reúne informações financeiras e riscos para os investidores. Além disso, Tencent, Greenwoods, Taikang Life e UBS Asset Management também comprarão ações na oferta. Ademais, a Shein informou que utilizará cerca de 80% dos recursos arrecadados para aprimorar tecnologia e expandir marca e alcance global. Dessa forma, o valor desembolsado pelos âncoras representa uma parcela relevante da oferta, o que pode ajudar a ancorar a demanda institucional. Contudo, os recursos chegam em um momento de desaceleração dos indicadores financeiros da empresa.

Crescimento desacelera e margem cai

A Shein enfrenta crescimento mais lento de receita, lucro mais fraco e margens em declínio, o que agrava as preocupações com custos mais elevados, regulamentação mais rígida e concorrência. A empresa espera, por exemplo, que o crescimento da receita no primeiro semestre corresponda, em linhas gerais, aos 1,1% registrados no primeiro trimestre. Além disso, sua margem operacional deve cair ligeiramente no período. Ou seja, a margem operacional mede a eficiência da empresa em gerar lucro a partir de suas operações. Dessa forma, esses números reforçam o ceticismo de parte dos investidores em relação ao momento da oferta. Consequentemente, a combinação de desaceleração e custos crescentes tende a pressionar a rentabilidade da companhia no curto prazo. Em resumo, a expectativa para o semestre é de estabilidade da receita, com leve queda na rentabilidade.

Ceticismo persiste no mercado

A avaliação de US$ 26,5 bilhões é considerada robusta; no entanto, o timing da oferta é questionado por parte do mercado. O analista da Prudential Brokerage, por exemplo, resumiu a postura de investidores ao indagar por que comprar as ações agora, se a Shein não aproveitou o auge da demanda. Por outro lado, a empresa aposta no apoio dos âncoras e na aplicação de recursos em tecnologia e expansão global para sustentar sua trajetória. Dessa forma, o sucesso da oferta dependerá, em grande parte, da capacidade da empresa de convencer o mercado de que pode retomar o crescimento. Todavia, o desfecho permanece em aberto. Além disso, a oferta ainda está em curso, e os investidores acompanham cada etapa. Novas informações devem surgir. Portanto, aguardamos novos capítulos.

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