O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, tem 38% de aprovação e 20% de desaprovação, segundo pesquisa Quaest. Com esse resultado, portanto, ele é o chefe do Executivo estadual melhor avaliado entre as últimas quatro administrações eleitas. Além disso, outros 42% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Pesquisa Quaest: aprovação de 38% e saldo positivo de 18 pontos
A pesquisa Quaest mostra uma vantagem de 18 pontos percentuais da aprovação sobre a desaprovação. O índice de 38% é o mais alto entre as últimas quatro administrações eleitas, segundo o levantamento. Por outro lado, os 42% de não respostas formam o maior contingente individual do estudo.
Esses dados indicam percepção positiva em relação ao governo em exercício. Por exemplo, a última vez que um governador teve aprovação acima dos 38% foi Rosinha Garotinho, com 41%. Contudo, a fonte não detalhou a data de coleta da pesquisa.
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Avaliação dos últimos governos eleitos
Desde Rosinha Garotinho (2003–2006), nenhum governador eleito superou a marca dos 40% de aprovação. Portanto, Ricardo Couto, com 38%, está próximo desse índice. Além disso, entre os antecessores, os levantamentos mostram que todos tiveram avaliação negativa superior à positiva.
Cláudio Castro (PL)
A última pesquisa Quaest sobre o governo de Cláudio Castro foi realizada quatro meses após sua renúncia. Naquele momento, a reprovação atingiu 54%, enquanto a aprovação ficou em 28%. Consequentemente, a diferença entre os dois índices foi de 26 pontos percentuais.
Com reprovação quase o dobro da aprovação, Castro encerrou a passagem com avaliação negativa majoritária. Por outro lado, a comparação com Couto mostra uma inversão: o atual governador tem aprovação de 38% e reprovação de 20%.
Wilson Witzel
Wilson Witzel deixou o cargo após ser alvo de investigações por suspeitas de corrupção e irregularidades na saúde. A Paraná Pesquisas mediu sua popularidade em março de 2020, pouco antes de seu afastamento. Assim sendo, nesse levantamento, 35,7% aprovavam e 59% desaprovavam, diferença de 23,3 pontos percentuais.
Entre os antecessores com dados de aprovação e desaprovação, Witzel tinha o maior índice de aprovação: 35,7%. No entanto, 59% desaprovavam sua gestão. Por outro lado, a aprovação de Couto, de 38%, é superior à de Witzel, enquanto a reprovação é bem menor.
Luiz Fernando Pezão
Luiz Fernando Pezão governou de 2014 a janeiro de 2019. Segundo o Ibope, em setembro de 2018, sua aprovação era de apenas 5%, com desaprovação de 91%. A diferença foi de 86 pontos percentuais, ou seja, a maior entre todos os levantamentos citados.
Ele foi preso em novembro de 2018 pela Polícia Federal, no âmbito da Lava-Jato, a 33 dias do fim do mandato. Ademais, a prisão ocorreu em meio à pior crise financeira do estado. Dessa forma, a avaliação de Pezão, com 91% de desaprovação, é a mais negativa entre os governos com reprovação medida.
Sérgio Cabral
Sérgio Cabral teve a última pesquisa de sua gestão feita pelo Datafolha em novembro de 2013. O levantamento indicou que 20% viam a gestão como ótima ou boa e, por outro lado, 38% como ruim ou péssima. Consequentemente, a diferença entre os dois grupos era de 18 pontos percentuais.
Em seguida, Cabral renunciou em abril de 2014 para concorrer ao Senado. Além disso, os números mostram que a avaliação negativa superava a positiva. Todavia, a fonte não detalhou se a pesquisa considerou a mesma métrica de aprovação usada nas outras gestões.
Rosinha Garotinho
O último governo com avaliação melhor que a de Couto foi o de Rosinha Garotinho, com 41% de aprovação. Além disso, ela ocupou o Palácio Guanabara de 2003 a 2006. Embora não haja dados de reprovação na fonte, o índice de aprovação é superior aos 38% atuais.
Dessa forma, Couto ainda não alcançou a marca registrada no início dos anos 2000. A diferença entre os dois é de 3 pontos percentuais, ou seja, 41% contra 38%.
Comparativo em números
| Governador | Pesquisa | Aprovação | Reprovação | Diferença |
|---|---|---|---|---|
| Rosinha Garotinho | Não detalhado | 41% | Não informado | — |
| Sérgio Cabral | Datafolha (nov/2013) | 20% (ótima/boa) | 38% (ruim/péssima) | 18 pp (negativa maior) |
| Luiz Fernando Pezão | Ibope (set/2018) | 5% | 91% | 86 pp |
| Wilson Witzel | Paraná Pesquisas (mar/2020) | 35,7% | 59% | 23,3 pp |
| Cláudio Castro | Quaest (pós-renúncia) | 28% | 54% | 26 pp |
| Ricardo Couto | Quaest (atual) | 38% | 20% | 18 pp |
Os levantamentos usam metodologias diferentes; por exemplo, no caso de Cabral, a avaliação foi medida como ótima/boa e ruim/péssima.
Panorama das últimas gestões
Em resumo, a análise dos dados mostra que os quatro últimos governos eleitos tiveram avaliação negativa superior à positiva. Couto, mesmo em exercício, quebra essa sequência ao apresentar aprovação maior que a reprovação. No entanto, sua aprovação é menor do que a de Rosinha, a única governadora a ultrapassar os 40% desde então.
A fonte não detalhou as metodologias completas das pesquisas citadas.
Fonte
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