ASBAI lança plataforma educativa do Anafilaxia Brasil
Crédito: medicinasa.com.br
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A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) lançou a plataforma Anafilaxia Brasil, um serviço de informação voltado ao público. Assim sendo, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre a anafilaxia, a forma mais grave de reação alérgica. Além disso, a iniciativa busca facilitar o acesso a informações confiáveis e contribuir para que pacientes, familiares e a população em geral saibam identificar uma possível emergência alérgica.

O site apresenta conteúdos educativos sobre a condição, seus possíveis desencadeadores e os sinais que exigem atendimento imediato. Ademais, a criação da plataforma reflete a preocupação da ASBAI com a educação em saúde. Portanto, ao disponibilizar conteúdos de forma acessível, a entidade espera que mais pessoas estejam preparadas para situações de emergência. Em resumo, a informação, nesse caso, é a principal aliada na prevenção de mortes por anafilaxia.

Plataforma reúne informações essenciais sobre anafilaxia

A plataforma Anafilaxia Brasil foi desenvolvida pela ASBAI com o intuito de levar conhecimento à população sobre a anafilaxia. Além disso, ela reúne informações sobre os principais desencadeadores, como alimentos, medicamentos e picadas de insetos. Ademais, esses dados são provenientes do Registro Brasileiro de Anafilaxia, que aponta os gatilhos mais comuns. Por outro lado, o site também orienta sobre os sinais de alerta que exigem atendimento imediato, ajudando a reconhecer uma possível reação grave.

  • Informações sobre os principais desencadeadores, como alimentos, medicamentos e picadas de insetos;
  • Dados do Registro Brasileiro de Anafilaxia;
  • Orientações sobre os sinais de alerta que exigem atendimento imediato.

“A informação pode ajudar a reconhecer rapidamente uma reação grave, entender seus possíveis desencadeadores e buscar atendimento adequado no momento certo, evitando desfechos trágicos”, comenta Marisa Ribeiro, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI.

Adrenalina é a única medicação capaz de salvar vidas

De acordo com a ASBAI, a adrenalina é a única medicação capaz de salvar a vida de uma pessoa com anafilaxia. Assim sendo, ela deve ser aplicada assim que os sintomas surgirem. Em seguida, após a aplicação, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de emergência.

No entanto, o Brasil ainda não dispõe do dispositivo de adrenalina autoinjetável pela ausência de registro na Anvisa, sendo necessária sua importação.

Sobretudo, “Não basta saber que a adrenalina salva vidas: é preciso que o medicamento esteja efetivamente ao alcance da pessoa de risco quando a anafilaxia acontece”, enfatiza Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da ASBAI. Ademais, a ausência do registro na Anvisa é um dos fatores que dificultam a disponibilidade do produto no país. Portanto, a entidade defende que a liberação do dispositivo é uma demanda urgente para a saúde pública.

Registro Brasileiro de Anafilaxia: números que preocupam

A ASBAI mantém o Registro Brasileiro de Anafilaxia para mapear as reações que acontecem no país. Na atualização mais recente, foram analisados 406 pacientes registrados entre junho de 2021 e fevereiro de 2026.

Principais desencadeadores

Sobretudo, os principais desencadeantes foram alimentos, medicamentos e picadas de insetos como abelhas, formigas e vespas.

Local das reações

Além disso, 48,3% das reações ocorreram dentro de casa.

Uso de adrenalina ainda é insuficiente

Ademais, “Apesar de a adrenalina ser o tratamento de primeira escolha da anafilaxia, ela foi utilizada em aproximadamente 59% dos casos, enquanto anti-histamínicos e corticoides foram utilizados com muito mais frequência”, aponta a presidente da ASBAI. Apenas 28 dos 406 pacientes, ou seja, 7%, receberam adrenalina por autoinjetor. Consequentemente, isso demonstra que o tratamento adequado ainda não está sendo aplicado na maioria das emergências.

Casos graves e óbitos

Ademais, o registro também contabilizou 17 casos de anafilaxia bifásica e duas mortes, ambas relacionadas a picadas de himenópteros. Sobretudo, nenhum desses dois pacientes possuía autoinjetor de adrenalina.

Em resumo, para a ASBAI, esses dados mostram que ainda é preciso avançar no reconhecimento precoce da anafilaxia, na utilização adequada da adrenalina e no acesso da população brasileira ao tratamento de emergência.

Plataforma como ferramenta de prevenção

Dessa forma, a plataforma Anafilaxia Brasil surge, nesse cenário, como uma ferramenta de informação capaz de ajudar a reconhecer rapidamente uma reação grave. Portanto, o conteúdo educativo apresentado no site contribui para que pacientes, familiares e a população em geral entendam os principais desencadeadores e os sinais de alerta.

Dessa forma, a ASBAI espera que o conhecimento possa evitar desfechos trágicos e melhorar o atendimento às pessoas com risco de anafilaxia.

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