O Tesouro Direto bateu recorde em julho, com estoque de R$ 272,3 bilhões. Além disso, o avanço foi de 3,7% na comparação mensal, e de 46,6% em relação a julho de 2025. O balanço do programa foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (25).
Estoque recorde e juros altos
Na prática, o programa acrescentou cerca de R$ 86,6 bilhões ao estoque em apenas um ano. Esse resultado ocorre, sobretudo, em meio a um cenário de juros ainda elevados no Brasil. Ademais, há uma maior procura dos investidores por renda fixa, o que sustenta a demanda por títulos públicos.
No mês anterior, o estoque era de R$ 262,5 bilhões. Em julho de 2025, o montante somava R$ 185,7 bilhões. Dessa forma, o salto para R$ 272,3 bilhões representa uma expansão de 46,6% em 12 meses.
Os dados fazem parte do balanço de julho do Tesouro Direto. A divulgação, por sua vez, foi feita pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (25). O programa, portanto, mantém a trajetória de alta observada nos últimos meses.
O montante de R$ 272,3 bilhões é o maior já registrado pelo programa. A trajetória de alta, portanto, não se limita a um único mês. Em 12 meses, o estoque avançou de R$ 185,7 bilhões para R$ 272,3 bilhões. O acréscimo de R$ 86,6 bilhões, por sua vez, ajuda a dimensionar o ritmo de crescimento.
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Selic domina vendas; inflação lidera estoque
Ainda que o Banco Central esteja em um ciclo de redução dos juros, a preferência dos investidores continua concentrada nos pós-fixados. Ou seja, os papéis indexados à Selic responderam por 51,2% das vendas realizadas em julho. Na sequência ficaram os títulos atrelados à inflação, com 33,4%. Os prefixados, por sua vez, representaram apenas 15,5% das aplicações.
Apesar da preferência nas novas aplicações pelos pós-fixados, os títulos ligados à inflação ainda representam a maior fatia do dinheiro acumulado no Tesouro Direto. Eles respondem por 49,9% do estoque, ou seja, R$ 136 bilhões. Os papéis indexados à Selic representam 37,3%, enquanto os prefixados, por outro lado, ficam com 12,7%.
Assim, a leitura do balanço combina a força dos pós-fixados nas vendas com a predominância dos títulos atrelados à inflação no estoque. Essa diferença ajuda a entender a composição atual do programa. Em resumo, o resultado é um retrato do comportamento dos investidores em julho.
Os números das vendas e do estoque mostram dinâmicas complementares. As novas aplicações têm preferência pela Selic, enquanto o estoque segue concentrado em títulos ligados à inflação. Dessa forma, essa combinação ajuda a explicar o perfil atual do Tesouro Direto. O balanço de julho, nesse sentido, reúne dados de fluxo e de patrimônio.
Pequenos investidores impulsionam operações
O balanço também reforça a presença do pequeno investidor no programa. Em julho, por exemplo, foram realizadas 1,44 milhão de operações de compra de títulos públicos. Desse total, 78,4% envolveram aplicações de até R$ 5 mil. O valor médio investido por operação, por sua vez, foi de R$ 8.076,26.
O recorte fica ainda mais evidente nas aplicações menores: 55,5% de todas as operações realizadas no mês foram de até R$ 1 mil. Os dados mostram, assim, uma base pulverizada, com muitos investidores aplicando valores baixos. Dessa forma, a participação dessas operações reforça o caráter acessível do programa.
A expansão das aplicações também vem acompanhada de um aumento da base de investidores. Ademais, o Tesouro Direto recebeu 270,5 mil novos cadastros em julho. Com isso, o total chegou a 36,1 milhões, crescimento de 9,5% em 12 meses.
Mais relevante, porém, é o avanço entre aqueles que efetivamente possuem investimentos no programa. O número de investidores ativos chegou a 3,81 milhões, alta de 22,9% em um ano. Somente em julho, por exemplo, foram adicionados 119 mil investidores ativos. Esse recorte indica um engajamento maior dos participantes.
O balanço também destaca o papel dos novos cadastros no crescimento do programa. As 270,5 mil novas contas em julho ampliaram a base total para 36,1 milhões. Desses, contudo, uma parcela menor é composta por investidores ativos, que somam 3,81 milhões. Ainda assim, o avanço anual de 22,9% mostra um engajamento crescente.
Base de investidores cresce e se diversifica
Entre os novos participantes de julho, as mulheres foram maioria: 51,9% dos novos cadastros, ante 48,1% dos homens. Na base total cadastrada, contudo, elas ainda representam 28,3% dos investidores. Dessa forma, a diferença entre os novos cadastros e o total indica uma mudança gradual no perfil dos participantes.
O Tesouro Direto, assim, combina recordes de estoque com uma base de investidores em expansão. O programa também segue concentrado em operações de pequeno valor. Em resumo, os dados de julho mostram, ao mesmo tempo, avanço do volume e aumento do público.
Fonte
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