Aegea propõe aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões
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Aegea convoca AGE para aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões

A Aegea, empresa de saneamento presente em 15 estados e 893 municípios, atendendo mais de 39 milhões de pessoas, convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para discutir um aumento de capital de até R$ 2,1 bilhões. A operação incluirá a emissão de até 37.979.634 ações ordinárias a um preço unitário de aproximadamente R$ 55,29. A iniciativa ocorre em um momento de desafios financeiros para a companhia, que registrou queda no lucro líquido e aumento da dívida líquida em 2025.

Itaúsa pode subscrever entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão

A Itaúsa, que detém 10,91% do capital votante e 13,27% do capital total da Aegea, poderá subscrever entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bilhão na operação. A participação do grupo controlador reforça o compromisso com a capitalização da empresa. A AGE deve deliberar sobre os termos da oferta, que visa fortalecer a estrutura de capital da Aegea.

Lucro líquido cai 31% em 2025, mas receita cresce

Em 2025, o lucro líquido da Aegea caiu 31%, totalizando R$ 856 milhões. Apesar da queda, a receita da companhia avançou mais de 20% em relação ao ano anterior, atingindo aproximadamente R$ 18,3 bilhões. O Ebitda alcançou R$ 10,3 bilhões, indicando crescimento operacional, mas a rentabilidade foi impactada por maiores despesas financeiras.

Dívida líquida atinge R$ 47 bilhões e alavancagem preocupa

A dívida líquida da Aegea atingiu R$ 47 bilhões em 2025, elevando a alavancagem para 4,5 vezes o Ebitda. Esse nível de endividamento levou as agências de classificação de risco S&P e Fitch a rebaixarem a nota de crédito da Aegea para grau especulativo. A empresa enfrenta desafios para reduzir sua exposição financeira.

Desafios reputacionais e perda de privatização da Copasa

A Aegea enfrenta danos reputacionais devido a um acordo de leniência por corrupção, o que pode afetar sua imagem perante investidores e parceiros. Além disso, a companhia perdeu a disputa pela privatização da Copasa para a Equatorial, que foi a única concorrente na fase final do processo. A Aegea e seus acionistas optaram por não apresentar uma nova proposta, abrindo mão da aquisição.

IPO adiado para 2027

A Aegea adiou seu IPO, inicialmente previsto para 2026, para 2027. A decisão reflete o momento de reestruturação financeira e a necessidade de fortalecer o balanço antes de abrir capital. O aumento de capital em discussão pode ser um passo nessa direção, preparando a empresa para futuras ofertas públicas.

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