O dinheiro físico não morreu, mas se tornou um problema operacional bilionário para o varejo brasileiro. Segundo a Startupi, os custos com manuseio de numerário podem consumir até 20% do valor movimentado. Hailton Santos, diretor da Sesami, destaca que a gestão ineficiente gera perdas silenciosas e impacta diretamente a rentabilidade.
Perdas bilionárias no varejo brasileiro
O varejo brasileiro registrou R$ 42,1 bilhões em perdas em 2025, de acordo com a Abrappe e a Protiviti. Estudos indicam que as perdas no manuseio e transporte de dinheiro representam entre 0,3% e 0,7% do faturamento anual do setor. Em uma empresa que fatura R$ 1 bilhão por ano, os prejuízos podem chegar a R$ 7 milhões.
Muitas empresas ainda enfrentam diariamente:
- Perdas financeiras e divergências de caixa
- Falhas na reconciliação
- Riscos de segurança
- Custos elevados com transporte de valores
- Erros humanos e interrupções operacionais
Gestão manual gera riscos
A gestão manual de numerário é vulnerável e pouco estratégica. Processos manuais aumentam erros, tempo de conferência, divergências de caixa e riscos de segurança. A má gestão do dinheiro impacta a produtividade das equipes e a operação das lojas.
Para Hailton Santos, a discussão ganha relevância em um momento em que o varejo busca aumentar eficiência, reduzir custos operacionais e melhorar a experiência do consumidor sem comprometer a rentabilidade. Ignorar os desafios do dinheiro físico pode custar caro.
Tecnologia como solução
Cresce a demanda por soluções de automação e gestão de numerário. A tecnologia permite automatizar o fluxo, reduzir perdas e dar mais inteligência operacional ao varejista. Com a automação, é possível minimizar erros humanos, agilizar a reconciliação e aumentar a segurança no manuseio do dinheiro. A tendência é que mais empresas adotem essas ferramentas para enfrentar os desafios do dinheiro físico.
