Trump defende acordo com o Irã
Após a assinatura do memorando para pôr fim à guerra com o Irã e a divulgação do seu texto, muitos republicanos e antigos apoiantes de Trump criticaram o documento. Alguns compararam o memorando ao JCPOA e o consideraram fraco.
Em entrevista à Axios, Trump afirmou: “Perguntam-me por que não fui mais duro. Imaginemos que tivesse sido mais duro e continuássemos a bombardear por mais duas ou três semanas. O que ganharíamos com isso? O estreito de Ormuz nunca teria reaberto.”
Críticas ao JCPOA e defesa de sua decisão
Na entrevista, Donald Trump descreveu o acordo nuclear JCPOA como um caminho para o Irã obter uma arma nuclear. Ele alegou que, se os Estados Unidos não tivessem abandonado o acordo, o Irã teria conseguido essa arma há cinco anos e a teria usado contra Israel. Dessa forma, o ex-presidente justifica sua decisão de romper o pacto multilateral como uma medida preventiva.
Relação com Netanyahu e influência regional
Trump afirmou que a relação com Benjamin Netanyahu é boa. Ele acrescentou: “Mas temos de geri-la com alguma prudência.”
Questionado sobre se poderia impedir um ataque israelense ao Líbano, Trump respondeu: “Sim. Vou fazê-lo. Eles têm um enorme respeito por mim e fazem tudo o que eu disser.”
Na base aérea de Andrews, Trump disse: “Tivemos uma relação muito boa e sólida com Israel. Benjamin Netanyahu é um primeiro-ministro em tempo de guerra. Devem reconhecer seu caráter e dar-lhe o devido crédito.”
Declarações polêmicas e visão pessoal
Trump afirmou: “Enquanto presidente, tenho um desejo fundamental: nunca quero ficar para a história como o falecido, grande Herbert Hoover.” A referência ao ex-presidente republicano sugere sua preocupação com o legado histórico.
Além disso, Trump declarou: “Os iranianos são muito inteligentes. São uma espécie de gênios primitivos, mas são inteligentes.” A frase, carregada de ambiguidade, reflete a visão particular do ex-presidente sobre o adversário.
