Acordo Irã Trump: assinatura preliminar para paz e abertura de Ormuz
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Assinatura em Versalhes e sigilo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira um acordo com o Irã que prevê a diluição do urânio altamente enriquecido iraniano. Em contrapartida, Washington suspenderá sanções contra Teerã, permitindo a venda livre de petróleo. O acordo preliminar para pôr fim à guerra entra em “vigor imediato” após a assinatura pelos líderes dos dois países, afirmou o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.

O acordo foi mantido em sigilo por vários dias. Autoridades norte-americanas recusaram divulgar os termos, mesmo após confirmarem que Trump e o vice-presidente JD Vance o assinaram digitalmente no fim de semana. Trump assinou uma cópia em papel na quarta-feira, durante um jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron, em Versalhes. A Casa Branca previa uma cerimônia de assinatura na sexta-feira, na Suíça, mas o futuro do evento é incerto.

Declarações e imagens do momento

“Está assinado”, disse Trump ao sair do jantar em Versalhes. Em um vídeo publicado online por um assessor da Casa Branca, Trump aparece sentado ao lado de Macron, assinando uma cópia em papel do acordo. Ele entregou o documento e a caneta ao secretário de Estado, Marco Rubio, enquanto os presentes aplaudiam. “Isto não foi fácil”, afirmou o líder norte-americano antes de assinar, segundo vídeo divulgado por Macron nas redes sociais.

Em Teerã, o presidente Masoud Pezeshkian assinou o acordo em nome do Irã, informou a agência oficial IRNA. O conteúdo do acordo não foi divulgado ao público pelos responsáveis norte-americanos.

Reabertura do Estreito de Ormuz

O acordo prevê a abertura do Estreito de Ormuz, sem portagens, por dois meses, permitindo retomar o fluxo de cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás. Em contrapartida, os Estados Unidos suspenderão algumas sanções impostas ao Irã, sem eliminá-las por completo.

O acordo reafirma o compromisso com a integridade territorial do Líbano diante da invasão israelense e o prosseguimento da ofensiva contra posições do Hezbollah, apesar da frágil trégua em vigor. Israel insiste que continuará a “defender-se” e a manter a ocupação de vastas zonas do Líbano. O Irã exigiu repetidamente, no âmbito do acordo, a retirada israelense, condição já rejeitada por Tel Aviv.

Reações e próximos passos

Trump classificou o acordo provisório como “muito forte”. Ele declarou: “É um memorando de entendimento e, se eu não gostar, voltaremos a disparar contra eles, a largar bombas”. A declaração contrasta com o tom diplomático do documento, mas reflete a postura do presidente norte-americano.

O futuro da cerimônia de assinatura na Suíça permanece incerto, enquanto o mundo aguarda a implementação das medidas acordadas. A comunidade internacional monitora de perto os desdobramentos, especialmente no que diz respeito ao fluxo de petróleo e à situação no Líbano.

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