Israel e Hezbollah chegam a acordo de cessar-fogo, dizem diplomatas
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Israel e o Hezbollah terão acertado um cessar-fogo nesta sexta-feira, segundo três diplomatas citados pela agência Associated Press. As conversações foram mediadas pelo Qatar, pelos Estados Unidos e pelo Irã. O acordo surge após trocas de fogo intensas no sul do Líbano.

Mediação de Qatar, EUA e Irã

O Qatar, os EUA e o Irã mediaram a trégua, afirmaram duas autoridades regionais e uma autoridade norte-americana, que falaram sob condição de anonimato. Um representante do Hezbollah também confirmou as tentativas dos mediadores. Ele afirmou que um acordo seria anunciado em breve, mas não estava autorizado a comentar publicamente. O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, não se pronunciou de imediato sobre o assunto.

Combates continuam apesar do anúncio

O porta-voz militar do país, brigadeiro-general Effie Defrin, afirmou que as forças armadas não receberam instruções diferentes do governo. Ele acrescentou que as forças israelitas estavam operando em uma ‘zona de defesa avançada’ e que continuarão a fazê-lo.

As Forças de Defesa de Israel anunciaram na sexta-feira, na rede social X, que atingiram mais de 80 alvos do Hezbollah no sul do Líbano e mataram dezenas de membros do grupo militante apoiado pelo Irã. Os ataques aéreos e bombardeamentos israelitas mataram pelo menos 47 pessoas, incluindo pelo menos sete mulheres e duas crianças, e feriram outras 97 no Líbano na sexta-feira, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. A comunicação social estatal libanesa noticiou um ataque aéreo israelita no sul do país na sexta-feira, pouco depois de um responsável norte-americano ter informado que Israel e o Hezbollah tinham acordado um cessar-fogo.

Acordo anterior e novas exigências

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram na quarta-feira um acordo com o objetivo de pôr fim à guerra que teve início a 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel. O Irã tem insistido que o cessar-fogo deve incluir a retirada de Israel do sul do Líbano, enquanto Israel alegou que o acordo inicial não incluía o Líbano. Em abril, uma trégua anterior havia sido acordada, mas não impediu os ataques de ambos os lados.

Reações e tensões

Na sexta-feira, as forças armadas de Israel informaram que quatro soldados foram mortos, o que levou o ministro da Segurança Nacional de Israel, de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, a afirmar que ‘todo o Líbano deve arder’. Por seu lado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país iria ‘fazer o Hezbollah pagar um preço muito elevado por estes ataques’ e que as forças israelitas ‘permaneceriam na zona de segurança no sul do Líbano durante o tempo que fosse necessário’. As negociações entre Washington e Teerã, que deveriam decorrer na Suíça na sexta-feira, foram canceladas devido aos combates.

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