Acordo preliminar após cúpula

A China e os Estados Unidos concordaram em expandir o comércio agrícola por meio de reduções tarifárias e enfrentar barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado. O anúncio foi feito pelo Ministério do Comércio da China, que informou sobre o acordo após a cúpula desta semana em Pequim. Os acordos são considerados ‘preliminares’ e serão ‘finalizados o mais rápido possível’, segundo a pasta.

O ministério se manifestou após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à capital chinesa. A declaração oficial destaca que ambos os lados pretendem promover o comércio bilateral, inclusive de produtos agrícolas, por meio de medidas como reduções tarifárias recíprocas em uma série de produtos. No entanto, o ministério não especificou quais produtos seriam contemplados pelas reduções.

Impacto no comércio bilateral

Johnny Xiang, fundador da AgRadar Consulting, com sede em Pequim, avaliou que as reduções de tarifas sobre produtos agrícolas marcariam uma normalização do comércio agrícola entre a China e os EUA. Segundo ele, a medida permitiria que os compradores comerciais voltassem a entrar no mercado, retomando as transações que foram afetadas pelas tensões comerciais anteriores.

O ministério também informou que ambos os lados concordaram em ‘resolver ou fazer progressos substanciais’ em barreiras não tarifárias e questões de acesso ao mercado. A declaração não detalhou, porém, quais barreiras específicas seriam abordadas ou o cronograma para as negociações. A expectativa é que os próximos passos sejam definidos nas reuniões técnicas entre as equipes comerciais dos dois países.

Próximos passos

Com o anúncio, o mercado agrícola global aguarda os desdobramentos das negociações. A China é um dos maiores importadores de produtos agrícolas dos EUA, como soja, milho e carne suína. A ausência de especificação sobre os produtos e o caráter preliminar do acordo indicam que ainda há pontos a serem ajustados antes da implementação efetiva das medidas.

O governo chinês reafirmou seu compromisso com a abertura do mercado e a resolução de disputas comerciais por meio do diálogo. Enquanto isso, analistas acompanham de perto os sinais de distensão entre as duas maiores economias do mundo, que podem influenciar o comércio global e as cadeias de suprimento.

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