Videogame pode aumentar QI infantil, diz estudo
Crédito: canaltech.com.br
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Uma pesquisa recente, baseada em dados de um extenso estudo de desenvolvimento infantil realizado nos Estados Unidos, aponta que o tempo gasto jogando videogame pode estar associado a um aumento no quociente de inteligência (QI) de crianças.

Os cientistas envolvidos no trabalho, no entanto, fazem ressalvas importantes:

  • O ganho observado é considerado pequeno, apesar de positivo
  • Ainda é difícil estabelecer uma relação direta e certa de causa e efeito

As descobertas trazem um novo ângulo para o debate sobre o impacto das telas no desenvolvimento cognitivo dos mais jovens, mas deixam muitas perguntas em aberto para investigações futuras.

Metodologia do estudo sobre videogame e QI

ABCD Study: a base da pesquisa

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores utilizaram informações do ABCD Study, um projeto de acompanhamento de crianças realizado nos Estados Unidos por anos.

Esse levantamento de longo prazo tem como objetivo mapear o desenvolvimento infantil frente a diversos fatores, incluindo o consumo de games e outras mídias digitais.

Período de acompanhamento

Os infantes participantes foram observados desde os 9 a 10 anos de idade, fornecendo um ponto de partida claro para o monitoramento de suas atividades e capacidades.

Esse acompanhamento desde uma fase específica da infância é crucial para entender como hábitos se estabelecem e podem influenciar trajetórias de desenvolvimento.

Hábitos digitais das crianças no estudo

Tempo médio com diferentes telas

Os dados coletados revelam como essas crianças distribuíam seu tempo diário com diferentes tipos de mídia digital:

  • TV ou vídeos na internet: aproximadamente duas horas e meia por dia (maior bloco de tempo)
  • Videogame: uma hora por dia em média
  • Redes sociais: meia hora em média

Esses números oferecem um retrato quantitativo dos hábitos contemporâneos na infância.

Limitações importantes da pesquisa

Falta de especificidade sobre tipos de jogos

A pesquisa não diferenciou o tipo de jogo que as crianças consumiram, o que impede análises mais refinadas sobre quais gêneros ou mecânicas de jogo poderiam estar mais associadas aos ganhos cognitivos.

A fonte não detalhou se eram jogos educativos, de ação, estratégia ou outros tipos.

Outros impactos não avaliados

O levantamento não avaliou outros efeitos do uso de telas, como:

  • Impactos no sono
  • Bem-estar emocional
  • Desempenho escolar
  • Práticas de exercícios físicos

Essas dimensões são fundamentais para uma visão completa das consequências do tempo gasto com dispositivos digitais.

Direções para pesquisas futuras

Ampliação do escopo de investigação

Os cientistas envolvidos no projeto já sinalizam direções para pesquisas futuras. Eles esperam que, no futuro, outros efeitos do uso de telas sejam investigados de maneira mais aprofundada.

Essa expansão do escopo é vista como necessária para equilibrar os potenciais benefícios com os riscos conhecidos do excesso de exposição a dispositivos eletrônicos.

Desenvolvimento cerebral e estímulos digitais

Especificamente, a relação entre os estímulos digitais e o desenvolvimento cerebral dos infantes será investigada no futuro.

Compreender como diferentes tipos de conteúdo interagem com processos neurológicos em formação pode esclarecer mecanismos por trás de achados como o aumento de QI.

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