Choque do petróleo mascara risco fiscal, alerta IFI
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O Instituto Fiscal Independente (IFI) divulgou um relatório que acende um alerta: o choque do petróleo pode estar encobrindo riscos fiscais profundos no Brasil. A instituição destaca que os déficits primários efetivos continuam recorrentes e a dívida pública mantém uma trajetória de crescimento preocupante. O documento chega em meio a intensos debates sobre a sustentabilidade fiscal do país.

Metas fiscais para 2027-2030

A análise do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 estabelece metas de resultado primário de 0,5%, 1,0%, 1,25% e 1,5% do PIB para os anos de 2027 a 2030. Essas metas representam um esforço gradual de ajuste, mas o IFI ressalta que a trajetória da dívida pública continua ascendente.

O avanço reflete o aumento do estoque de benefícios, com as aposentadorias atuando como o principal vetor de expansão. Além disso, houve uma aceleração nos auxílios por incapacidade temporária a partir de 2022.

Riscos judiciais e de estatais

O principal risco, com impacto potencial estimado em 17,8% do PIB para 2025, vem de demandas judiciais. Esse montante representa uma ameaça significativa às contas públicas.

O documento também registra a exposição proveniente das empresas estatais federais. Classifica como provável o risco de demanda por aportes emergenciais para os Correios. A situação das estatais adiciona pressão sobre o orçamento federal.

Resumo do alerta do IFI

Em resumo, o IFI destaca que, apesar do alívio momentâneo proporcionado pelo choque do petróleo, os fundamentos fiscais continuam frágeis. A combinação de déficits primários, dívida crescente, riscos judiciais e necessidade de aportes em estatais requer atenção das autoridades econômicas.

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