Taxas DI sobem com Treasuries e risco Flávio
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Juros futuros sobem com Treasuries e petróleo

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta terça-feira (19) em alta. O movimento foi impulsionado pela escalada dos juros nos Estados Unidos, em meio a incertezas sobre o Oriente Médio e cautela quanto aos impactos do conflito na inflação e na política monetária.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 ficou praticamente estável, fechando a 14,140% ante 14,135% do ajuste anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2029 encerrou a 14,115%, ante 13,995% do fechamento anterior — ganho de 12 pontos-base. A DI para janeiro de 2036 terminou o dia a 14,315%, ante 14,180% do ajuste anterior, avanço de 13 pontos-base.

Treasuries renovam máximas

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano renovaram máximas. O yield do Treasury de dois anos terminou a 4,112%, ante 4,090% do ajuste anterior. O retorno do título de dez anos subiu a 4,663%, ante 4,623% do fechamento anterior. Durante a sessão, o Treasury de 10 anos atingiu 4,687%, o maior nível desde janeiro de 2025.

O rendimento do título de 30 anos atingiu 5,198% pela manhã — alta de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior —, no maior nível desde 2007. O Treasury de 30 anos encerrou as negociações a 5,178%.

Petróleo e expectativas de juros

As incertezas geopolíticas sustentaram os preços do petróleo Brent acima de US$ 100. Isso aumentou as preocupações dos investidores com choques inflacionários e elevou a perspectiva de juros altos por mais tempo nas principais economias.

Nos Estados Unidos, os agentes financeiros já precificam a retomada do aperto monetário pelo Federal Reserve a partir de dezembro deste ano. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 59,2% de chance de o Fed elevar os juros na última decisão de 2026. As apostas se dividem em:

  • 41,6% de chance de alta de 25 pontos-base;
  • 15,1% de chance de alta de 50 pontos-base;
  • 2,3% de chance de alta de 75 pontos-base.

Atualmente, os juros nos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Risco político doméstico

A proximidade do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, continuou a repercutir no mercado doméstico. Pela manhã, a AtlasIntel/Bloomberg divulgou a primeira pesquisa eleitoral após o vazamento do áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. O levantamento mostrou queda de 6 pontos percentuais na intenção de votos ao filho de Jair Bolsonaro. A rejeição de Flávio também superou a do presidente Lula pela primeira vez: 52% contra 50,6% do candidato à reeleição.

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