Cinco prioridades para transformar a gestão da saúde no Brasil
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A gestão da saúde no Brasil enfrenta desafios históricos de fragmentação e falta de continuidade no cuidado. Em entrevista ao Portal Saúde Business, o presidente do SindHosp, Balestrin, apresentou cinco prioridades para transformar esse cenário. A conversa abordou desde a integração de dados até a mensuração de desfechos clínicos.

Integração de dados como eixo central

A integração de dados é um eixo central da proposta. Informações clínicas, histórico vacinal, exames, atendimentos e demais registros de saúde devem ser organizados em um ambiente único, padronizado e disponível para apoiar decisões assistenciais.

Na avaliação de Balestrin, esse avanço é indispensável para reduzir a fragmentação do cuidado. Ele permite que diferentes instituições tenham acesso a informações relevantes sobre o paciente, independentemente do ponto de atendimento.

Reconhecer o paciente como único

Segundo Balestrin, o primeiro ponto é reconhecer o paciente como único. Na prática, isso significa superar a fragmentação entre sistemas e serviços, entendendo que o cidadão não deve ser tratado como usuário isolado do SUS, da saúde suplementar ou de uma instituição específica.

Para Balestrin, a jornada de cuidado precisa considerar o paciente em sua totalidade. Essa visão integrada é fundamental para garantir que o cuidado seja contínuo e centrado nas necessidades reais de cada pessoa.

Acesso qualificado e continuidade

O debate também envolve o conceito de acesso qualificado. Para o presidente do SindHosp, ter uma porta de entrada, uma autorização ou um plano de saúde não significa, necessariamente, receber cuidado de forma adequada.

O acesso só se concretiza quando o paciente é atendido no tempo necessário, dentro de uma rede organizada e com continuidade assistencial. Essa abordagem exige que o sistema de saúde vá além da simples oferta de serviços e garanta que o cuidado seja efetivo e oportuno.

Organização das redes e desfechos

A partir dessa lógica, Balestrin defende que o setor avance na organização das redes de cuidado e na mensuração dos desfechos clínicos. Não basta realizar atendimentos ou procedimentos: é preciso acompanhar resultados, entender a efetividade do cuidado e usar essas informações para melhorar a gestão.

Essa mudança de foco, de volume para valor, é uma das chaves para transformar a gestão da saúde no Brasil. O episódio completo está disponível no canal do Portal Saúde Business no YouTube, onde os interessados podem aprofundar os debates sobre políticas públicas, gestão clínica e sustentabilidade financeira.

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